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Eu disse que vi, mas não recebi , diz Álvaro Dias sobre dossiê

BRASILIA - O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou, nesta quinta-feira, na CPMI que investiga o uso dos cartões corporativos, que apesar de ter conhecimento do http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/02/governo_diz_que_alvaro_dias_vazou_dossie_para_imprensa_e_quer_nome_de_espiao_da_casa_civil_1255963.htmldossiê com gastos dos presidente Fernando Henrique Cardoso, publicado na revista Veja, não foi ele que recebeu esse relatório.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

A comissão abriu seus trabalhos nesta quinta-feira com ingredientes para mais bate-boca entre governistas e oposicionistas. Álvaro Dias revelou que "não houve entrega de dossiê. Eu disse que vi [o dossiê], mas não recebi. Não inventei dossiê nenhum. Não empurrem pra mim o que fizeram de mal. Acho que estão superestimando minha capacidade de ser bem informado. A imprensa do País tem fontes e mais informações do que eu disponho como parlamentar. Não fui eu".

Álvaro Dias seguiu sua defesa afirmando que o crime foi cometido por que produziu o dossiê e não por quem divulgou dados contidos nele. " Se eu tivesse recebido esse dossiê, por ser criminoso, teria obrigação de divulgá-lo, não de esconder. O presidente FHC disse que esses dados não são sigilosos e nunca foram, se eu tivesse sido responsável pela divulgação, não teria cometido nenhum ilícito, porque não são dados sigilosos, são dados auditados pelo TCU. Criminoso é divulgar o dossiê, o crime é o dossiê e não as informações nele contidas".

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) apresentou um requerimento pedindo o comparecimento do senador para prestar depoimento na comissão. Dias rebateu invocando o artigo 53 da Constituição para afirmar que nenhum parlamentar será obrigado a testemunhar sobre informação recebida no exercício do mandato.

Começo a acreditar nos comentários da mídia de que o querido senador Álvaro Dias é suspeito de receber informações sigilosas, portanto produto de um crime, e de criar o tal do dossiê com essas informações sigilosas e repassar para a imprensa. Acabem com essa historia de que a ministra Dilma é responsável pelo dossiê. Agora está na mídia que o responsável pelo vazamento é o senador", argumentou Perpétua.

Outro deputado que pressionou Álvaro Dias a dar mais explicações foi o deputado Carlos Willian (PTC-MG). Quem tem que dar as explicações agora é o senador Álvaro dias. Onde foi que ele arrumou esses dados? O palácio montou uma sindicância para apurar quem vazou os dados. E se ele indicar quem passou o dossiê não tem a necessidade dessa comissão de sindicância.

O deputado Silvio Costa (PMN-PE) foi mais duro ainda. "Não é moral o senador continuar nessa CPI sem dar as devidas explicações. Não fiquei satisfeito com as explicações de Álvaro Dias. Ele quis se confundir com jornalista e não é jornalista".

Segundo Luiz Sérgio, relator da CPMI, integrantes da comissão ainda estão sob o clima da noite de quarta-feira no Senado, quando os governistas acusaram Álvaro Dias de ter passado à imprensa o dossiê para atingir a imagem da cúpula do governo.

Muitos deputados conversaram comigo e mostraram disposição de apresentar requerimento para convocar o senador [a dar explicações]. Pedi a eles que possam aguardar a sessão de hoje e as explicações que o senador certamente dará para depois tomarem a decisão, comentou o líder petista.

Outro fator que demonstra o tensionamento na comissão foram as declarações da presidente, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), reiterando a disposição de encerrar os trabalhos da CPI se nesta quinta os governistas não permitirem a aprovação de requerimentos quebrando o sigilo de gastos dos cartões da Presidência da República e outros órgãos.

Se os requerimentos forem rejeitados, ficamos sem poder continuar os trabalhos. Encerro porque não há como continuar, mas não porque eu quero, lamentou a senadora tucana. No caso de rejeição dos requerimentos, explicou a presidente da CPI, ela simplesmente dará um prazo para o relator fazer seu relatório, sem quaisquer conclusões contundentes sobre irregularidades nos gastos com cartões.

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