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Estão tentando cassar pessoas por asfixiamento , diz Lula

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que não se deve condenar por antecipação o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Um dos principais aliados do governo no Congresso, Sarney enfrenta uma série de denúncias desde que assumiu o cargo, em fevereiro.

Redação com agências |

"Estão tentando cassar pessoas por asfixiamento. O presidente Sarney está sendo denunciado por muitas coisas. Dá impressão que é apenas o presidente Sarney, e não é. É uma coisa histórica", disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, na base aérea de Belo Horizonte (MG).

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Aécio recebe Lula em visita
Aécio Neves recebe Lula em visita

"Não quero para mim, não quero para o presidente Sarney e não quero para nenhum brasileiro julgamento precipitado sem que haja investigações corretas" acrescentou Lula.

Sarney é acusado de cometer irregularidades na administração do Senado, empregar pessoas ligadas à sua família e desviar dinheiro público por meio de uma fundação que leva o seu nome.

Na terça-feira, o PSDB protocolou três representações contra o senador no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar, o que aumentou ainda mais a pressão para que Sarney deixe o cargo. Outras duas ações foram apresentadas pelo PSOL.

Se levados adiante, os processos podem causar a cassação do mandato do presidente do Senado.

Volta ao governo

Ao rechaçar novamente a possibilidade de um terceiro mandato, Lula da classificou como "outra bobagem" a hipótese de que ele tentará retornar ao Palácio do Planalto em 2014. Lula observou que continuará fazendo política após passar a faixa para o próximo presidente, mas que isso não significa que voltará a disputar a eleição presidencial daqui a cinco anos. Segundo ele, trata-se de mais uma "especulação".

"Valorizo muito a democracia. E eu acho que aquela estupidez de terceiro mandato, não só nunca passou pela minha cabeça, como eu fiz questão que companheiros do meu partido tirassem do debate", salientou o presidente, dizendo que quer entregar a faixa para o próximo presidente e viver a vida "tranquilo".

"Obviamente que eu não vou deixar de fazer política. Eu sou um político e vou continuar fazendo política. E outra bobagem é falar em 2014. Quem for eleito em 2010 tem o direito de ser candidato à reeleição em 2014. Se for do meu partido, por que que eu iria disputar com uma pessoa que ganhou a eleição pelo meu partido? Se for um adversário, ele tem o direito de concorrer".

Ao chegar na Base Aérea da Pampulha, Lula conversou ao pé do ouvido com o governador de Minas, Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência em 2010. "Sou amigo do presidente, estamos em partidos diferentes, mas pensamos muitas coisas parecidas. E acho que na frente nós ainda vamos estar trabalhando juntos pelo Brasil de alguma forma", afirmou o tucano

(com informações da Reuters e da Agência Estado)

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