BRASÍLIA ¿ Um dos relatores da proposta da reforma eleitoral, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirmou nesta quinta-feira que não compareceu à sessão por saber anteriormente que não haveria quórum.


Azeredo afirmou que estava na Casa desde cedo e que a presença dele não mudaria o número necessário, de 41 senadores, para que se votasse a matéria, que seria, consequentemente, apreciada na terça-feira da próxima semana. Eu presidi a Comissão de Relações Exteriores, estive na Comissão de Assuntos Econômicos e, depois me reuni com o senador Marco Maciel até 13h30, argumentou.

O tucano cutucou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que o teria culpado pela ausência em plenário, ajudando assim a inviabilizar a votação. O Mercadante que se preocupe menos com os holofotes, não precisa destes ataques, disse. 

Durante a intervenção, pedindo uma explicação à Mesa Diretora do Senado, o senador petista pediu uma resolução da presidência para que fosse ou não votada a reforma. Logo após, o parlamentar afirmou que não esperava o esvaziamento do plenário. Eu e alguns senadores estamos surpresos com a ausência, inclusive de relatores. Eu fiquei surpreso (...) acho um grave equívoco dos senadores não presentes. Acho um grave equívoco do Senado, definiu Mercadante.

O relator destacou que está empenhado para que a votação seja feita dentro do prazo (até 2 de outubro), tornando-as novas regras válidas já nas próximas eleições, em 2010.

Questionado sobre os temas que poderiam emperrar a votação, Azeredo diz acreditar que a emenda proposta por Mercadante sobre a liberdade total para o que é veiculado na internet não deve ser aprovada. A diferença dela com o texto já aprovado é mínima, segundo ele: o único ponto de diferença está no portais de notícias não fazer em tratamento diferenciado com os candidatos, assim como já funciona com os jornais impressos.

Não há censura no texto¿base, há um grande avanço, não sei porque Mercadante insiste. Não acho que seja justo que se privilegie um candidato. Se falar de um, que fale de todos, pondera.

Já sobre a questão da sucessão de governantes após cassação, o ponto de maior divergência durante a votação desta quarta-feira, o senador peemedebista disse que, na conversa que teve com Marco Maciel, verificou-se que ainda não há um consenso sobre o tema.

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