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Entre os Muros da Escola mostra problemas culturais franceses

SÃO PAULO ¿ A princípio, pode parecer que o filme Entre os Muros da Escola, que estreia sexta-feira (13) nos cinemas do Brasil, é uma espécie de regravação do clássico Ao Mestre Com Carinho, de 1966, com Sidney Poitier no papel principal. A semelhança entre as duas películas, ambientadas dentro de uma escola, está na história de um professor que tenta conter os alunos bagunceiros.

Agência Estado |

Ganhador do Festival de Cannes, filme de Laurent Cantet chega ao Brasil / Divulgação

Mas para por aí. Lançado na França em 24 de setembro do ano passado, "Entre os Muros" é um trabalho muito mais amplo, que enfoca os problemas políticos e culturais franceses. Com 129 minutos, atraiu mais de 440 mil pessoas só no fim de semana de estreia e, hoje, já alcançou um público de 1,5 milhão de espectadores ao redor do mundo.

O enredo se passa dentro de uma escola pública do subúrbio de Paris. O colégio vira o cenário ideal para que o diretor Laurent Cantet represente a França contemporânea, com seus diversos conflitos étnicos e imigratórios. O longa-metragem levou no ano passado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Para a escolha do elenco, o diretor selecionou alunos de uma escola no 20º distrito de Paris. E os pais dos estudantes são os mesmos da vida real.

O protagonista, o ator François Bégaudeau, é também o autor do livro homônimo em que o filme foi baseado. A obra chegou às livrarias brasileiras na última terça-feira, pela Editora Martins Fontes. No livro, ele conta suas experiências como professor de língua francesa para adolescentes.

Filmado de maneira quase documental, o filme leva o espectador aos tempos de escola. Em meio às lições de francês, os alunos são convidados a escrever sobre suas vidas e o resultado disso é um retrato da atual sociedade francesa. Entre as discussões levantadas no filme também ganha destaque a imigratória: o melhor aluno do colégio enfrenta dificuldades nos estudos porque sua mãe é imigrante chinesa ilegal e corre o risco de ser deportada. Também há o problema do pior aluno da turma, expulso do colégio e forçado por sua família a voltar para Mali, país africano ao norte da Argélia.

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