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É uma grande perda para o País , diz Lula sobre morte de Ruth Cardoso

SÃO PAULO - Em nota oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentOU a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.

Redação |

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, também maifestou seu pesar. "Lamento profundamente a morte  de dona Ruth Cardoso, a primeira dama que contribuiu de forma decisiva para o êxito das políticas públicas sociais do governo Fernando Henrique. Perde o Brasil uma referência intelectual. Neste momento de dor, quero expressar o meu sentimento de pesar ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aos demais familiares".

O governador de São Paulo, José Serra, e o ex-governador Geraldo Alckmin lamentaram, na noite desta terça-feira, a morte da ex-primeira-dama. Serra decretou três dias de luto oficial no Estado. "A Ruth era uma pessoa muito especial, para sua família, para seus amigos, para nosso País. Um exemplo de dignidade, delicadeza, inteligência e carinho pelas pessoas. É uma dor imensa a que sinto nesse momento. Nossa, como vai fazer falta...", diz Serra na nota.

"O Brasil perdeu uma grande mulher, uma de suas melhores reservas morais. Dona Ruth deixa-nos bons exemplos tanto na vida acadêmica, como antropóloga e professora, quanto na vida pública, onde demonstrou extrema sensibilidade social ao fundar o Comunidade Solidária no governo do presidente Fernando Henrique, para cuidar das pessoas mais necessitadas do nosso País. Foi uma grande companheira de partido, de posições progressistas, que freqüentemente nos inspirava", afirmou Geraldo Alckmin (PSDB). 

Com profundo pesar recebi a notícia do falecimento de dona Ruth Cardoso a quem sempre admirei. Dona Ruth é referência não apenas de um partido ou de um governo. É uma mulher do Brasil. É nessa dimensão maior, histórica e afetiva, que ela deve ser lembrada, reconhecida e respeitada por todos nós", disse o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em nota oficial.

O Presidente Nacional do PSDB, Ségio Guerra, assinou a nota oficial do partido: "PSDB perdeu hoje uma parte de sua história no momento em que comemorava os 20 anos de sua fundação. Os brasileiros ficaram sem a presença de uma mulher generosa, forte e combativa, que sempre sonhou com um país mais solidário, rico e justo.

Morreu D. Ruth Cardoso, fundadora do nosso partido, mulher de nosso presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso, e, que durante oito anos, esteve à frente do Comunidade Solidária, onde iniciou, de forma consistente e criativa, o resgate da imensa dívida social que cinco séculos de atraso e abandono nos deixaram.

D. Ruth foi uma figura luminosa e será sempre para nós o norte, o rumo e o caminho para a construção de um Brasil para todos os brasileiros.

O PSDB está hoje de luto e suspende o ato que, amanhã, 25 de junho, iria comemorar os 20 anos de sua fundação e dos seus compromissos com o Brasil, no plenário do Senado Federal."

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também divulgou nota: "Dona Ruth significou sempre para todos os que a conheceram um exemplo da mulher contemporânea, capaz de conciliar uma intensa atividade pública como intelectual, pesquisadora e docente a uma vida familiar que era um exemplo de austeridade, retidão e grandeza. Depois de muitas décadas ensinando gerações de estudiosos das ciências sociais no Brasil, como primeira-dama, ela encontrou energia para criar a Comunidade Solidária, um projeto importantíssimo que se enraizou no país e que será uma herança genuína e duradoura ao lado de sua importante obra acadêmica. A seus familiares, expresso a solidariedade de todos os paulistanos neste momento de dor".

"Tanto na vida pública quanto na acadêmica, Dona Ruth sempre se destacou por seu compromisso democrático, sua independência intelectual e seu espírito de solidariedade, características dos que acreditam na construção de um mundo mais justo e menos desigual", manifestou o Partido dos Trabalhadores em nota assinada por Ricardo Berzoini, presidente nacional do partido.

"Dona Ruth mostrou a todos nós que só uma sociedade doente convive com a fome e a miséria de forma indiferente. Com ela o País inteiro avançou porque entendeu que a luta contra a pobreza não é monopólio do Estado, mas compromisso de todos nós com o nosso tempo. Um trabalho dessa magnitude não foi em vão", declarou Rodrigo Maia, presidente nacional do Democratas.

"A Ruth era uma mulher fora-de-série extraordinária, inteligente, bem-humorada, com enorme espírito público, como mostrou nos anos em que passou à frente do Comunidade Solidária. É uma amiga muito querida. Eu, minha família e os amigos sentimos muito. O Brasil perde uma grande mulher", destacou Pedro Malan, ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

"Dona Ruth Cardoso era portadora de densa vida acadêmica e como primeira-dama nos governos Fernando Henrique Cardoso formulou políticas públicas que muito contribuíram para reduzir as desigualdades sociais brasileiras, especialmente nos campos da educação e da saúde. O seu desaparecimento muito nos entristece e a história irá mostrar a falta que ela fará ao País", lamenta o senador Marco Maciel, vice de FHC.

A obra de Fernando Henrique Cardoso tinha muito do patriotismo e da capacidade de Ruth Cardoso", disse José Gregori, ministro da Justiça no governo FHC.

"Dona Ruth foi a maior ativista dos programas de inclusão social no Brasil. Mobilizou a sociedade e o governo para a emancipação de nossa gente", declarou José Aníbal, líder do PSDB na Câmara.

"Dona Ruth foi a grande responsável pela nova política de assistência social no Brasil. Ela quebrou a tradição do velho assistencialismo e avançou, exigia contra-partida oara ações e criou os programas que hoje são base dos programas do governo Lula. Grande no meio intelectual, divisora de águas no assistencialismo", se manifestou Wilson Santos, prefeito tucano de Cuiabá - MT.

"Dona Ruth sempre foi firme na condução das políticas sociais. Criou uma rede de proteção social e sua voz no partido sempre foi muito ouvida e respeitada. ALém de respeito no mundo acadêmico era referência para o PSDB. A partir de hoje faz uma falta imensa para o partido e para a nação", disse o ex-senador tucano Antero Paes de Barros.

Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores de FHC: "Ela tinha sensibilidade especial para os grandes temas sociais. Teve um papel muito significativo na Presidência de Fernando Henrique Cardoso. A ação dela é um exemplo para todos nós. É uma perda muito
sentida para todos que puderam ter o privilégio de com ela conviver e aprender da sabedoria, do talento e do ensinamento que ela tinha."

Luis Favre, marido de Marta Suplicy, também lamenta a morte de Ruth em seu blog

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