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É muito difícil de acreditar que ele não existe mais , diz pai de menino soterrado

Walmir França da Mata, pai do menino Marcos Vinícius, de 8 anos, que teve o corpo retirado debaixo da lama do Morro dos Prazeres nesta quarta-feira, em Santa Teresa, no Centro do Rio, lamentou a ¿fatalidade¿ que matou o filho nessa semana. ¿É muito difícil de acreditar que ele não existe mais¿, afirmou nesta tarde no Instituto Médico Legal (IML).

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

A voz do menino foi ouvida pelos bombeiros pendido socorro na terça-feira, mas quando o resgate chegou até seu corpo, só nesta quarta-feira, ela já havia morrido. 

Segundo o pai, Marcos Vinícius tentou ir para a escola na segunda-feira, mas como o trânsito estava muito complicado no Rio de Janeiro não conseguiu chegar e voltou para a casa. Mas no caminho da casa, ele teria encontrado duas tias, Ana e Landa, que o levaram até a casa em que moravam. Em meia hora tudo desmoronou, afirmou ao iG o pai de Marcos Vinícius chorando muito.

    Fabrizia Granatieri
    Emocionado, pai de Marcos Vinícius chora a espera da liberação do corpo do filho
    Meu filho era um menino muito gente boa. Uma criança preparada para o mundo. Se dava bem com todos, disse emocionado enquanto esperava a liberação dos corpos do filho e das duas irmãs.

    Walmir França da Mata foi ao IML acompanhado de um funcionário do Hospital Evangélico do Rio de Janeiro, pastor João Brilhante, que era companheiro de trabalho de uma das irmãs de Walmir. Essa é mesmo minha missão. Dar apoio e conforto aos moradores e funcionários, disse, que identificado como capelão ainda ofereceu apoio para várias famílias de outras vítimas que estavam no local.

    O corpo do menino Marcos Vinícius foi liberado e o enterro acontece nesta quinta-feira, às 10h15, no Cemitério do Catumbi.

    Dia de caos

    Na terça-feira,  Rio de Janeiro viveu um dia de caos. Foram registradas mais de 100 mortes , sendo a maioria vítimas de deslizamento de terra, e 202 pessoas ficaram feridas após uma forte chuva que atingiu o Estado.

    As aulas foram suspensas, serviços públicos tiveram o expediente cancelado, o aeroporto Santos Dumont ficou fechado durante boa parte da manhã e empresas cancelaram a venda de bilhetes com destino para o Rio.

    Esta é considerada a pior chuva já vista no Rio de Janeiro . Em 24 horas, o número de mortos superou o registrado nos quatro meses de verão em São Paulo.


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