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É coisa de país de primeiro mundo , diz especialista sobre Lei Antifumo

SÃO PAULO - Acho que a lei [Antifumo] vai pegar sim, é uma questão de consciência com a saúde e requer mudança de hábitos. É coisa de país de primeiro mundo. A afirmação é da coordenadora institucional da Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, que participou de um chat com internautas do iG na manhã desta sexta-feira sobre a Lei Antifumo, que http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/07/lei+antifumo+entra+em+vigor+no+estado+de+sao+paulo+7723967.html target=_topentrou em vigor em São Paulo.

Redação |

Divulgação
Maria Inês conversou com internaustas
Durante o chat, a coordenadora tirou dúvidas sobre onde é permitido fumar e quais são os direitos do consumidor.

Uma das perguntas feitas pelos internautas foi em relação a festas de casamento ou aniversário realizadas em salões. "Meus convidados poderão fumar?". Segundo a especialista, o melhor, ao alugar um salão, é avisar os convidados com antecedência de que não poderão fumar, para que não haja multa depois.

Outra dúvida foi sobre a adaptação das empresas. A coordenadora esclareceu que os fumódromos devem ser extintos e vai caber às empresas fixar procedimentos sobre liberar ou não o empregado para fumar fora do estabelecimento. Maria Inês também ressaltou que as empresas devem investir em um programa de tratamento para que os fumantes abandonem o vício.

Adesão

Durante o bate-papo, alguns internautas mostraram-se empenhados em colaborar com a lei. "No primeiro dia houve uma grande fiscalização, mas isso não vai ser assim sempre. Como controlar o cumprimento da lei? Os frequantadores podem denunciar? Como proceder?", perguntou uma participante. De acordo com Maria Inês, "a fiscalização deve ser feitas pelos próprios frequentadores dos estabelecimentos e os donos também têm que estimular o cumprimento da lei para não sofrerem sanções".

Outro internauta quis saber o procedimento dentro de seu condomínio. "Faço parte da administraçao do meu prédio. Como devemos agir com o condômino fumante?". Conforme a coordenadora, "o condômino fumante deve ser orientado a fumar só em local aberto ou dentro de casa. Tem que se eliminar os cinzeiros das áreas comuns". 

Fumantes

Alguns fumantes aproveitaram o chat para reclamar da nova lei. "Sou fumante e sempre respeitei a opinião de outras pessoas e, inclusive, dos não fumantes. Mas também acho que proibir a criação de fumodromos não será considerado um tipo de perseguição aos fumantes?", escreveu um deles.

"O que está em questão é a saúde pública. O fumo passivo pode provocar doenças como câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram. O bebê que respira fumaça do cigarro apresenta risco maior de desenvolver doenças respiratórias do que bebês de mães que não fumam", respondeu Maria Inês.

Sobre a liberação do fumo em peças teatrais, um internauta protestou: "a liberação que o governo deu aos atores de teatro representa um sistema de dois pesos e duas medidas, já que o governo colocou os atores acima da lei, não?". Porém, a especialista não concordou: "Não creio, pois ao encenar uma peça em que o cigarro seja parte do personagem seria tolher a liberdade artística".

São Paulo passa por blitze da Lei Antifumo

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