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Dona Flor e Seus Dois Maridos é sonho ou poesia?

SÃO PAULO - Que maravilha! A encenação de Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado, dirigida por Pedro Vasconcellos, está com tudo e não está prosa. Coloca - não só lindamente, como com total brasilidade - o sonho de toda a humanidade, a plenitude, no caso, em termos de sexo e amor. Essa busca perpassa o texto inteiro, assim como muitas das músicas de Dorival Caymmi (interpretado por Marco Bravo, que é a cara do compositor), que algumas vezes são pano de fundo e outras cantadas com muita competência (direção musical de Bruno Marques) pelo elenco de quinze atores irretocáveis.

Maria Lúcia Candeias, especial para Aplauso Brasil |

Pode-se dizer que poesia não falta em nenhum momento. Nem nos cenários (Ronald Teixeira) e na iluminação (Luciano Xavier), que chegam à perfeição de decorar com uma flor a cortina do teatro e com muitas rosas o contorno da cortina. Muita delicadeza e bom gosto.

Os personagens centrais são Flor (Carol Castro), Vadinho (Marcelo Faria) e o segundo marido, Teodoro (Duda Ribeiro), os três simplesmente arrasando. Isso sem contar com Dona Norma, conselheira da protagonista, papel no qual Ana Paula Bouzas rouba sempre a cena.

Pra quem se implica com nudez, talvez seja necessário dizer que sempre que a fantasia de Flor evoca Vadinho ele aparece nu, a nosso ver, o recurso é quase obrigatório para a verossimilhança das circunstâncias do enredo e da imaginação saudosa da personagem.

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