A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, usou o Twitter para explicar as declarações feitas no sábado em encontro com seis centrais sindicais em São Bernardo do Campo.

Dilma negou que tenha se referido ao fato de seu adversário José Serra (PSDB) ter se exilado no Chile durante a ditadura militar quando disse que não foge quando a situação fica difícil. "De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros. Grandes amigos meus corajosos e valorosos só tiveram uma saída na ditadura, se exilar. Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má fé", disse a pré-candidata.

No evento de sábado Dilma listou seis coisas que não fará "de jeito nenhum". A primeira delas é não fugir. "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções.

Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco", disse ela.

Muitos participantes do evento interpretaram a frase como uma resposta aos adversários que a chamaram de terrorista por ter militado no Colina, um grupo de resistência à ditadura que defendia a luta armada. Serra, que era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) na época do golpe militar de 1964 se refugiu no Chile. Dilma, que iniciou a militância política depois do golpe, aderiu ao Colina, foi presa e torturada.

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