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Crise não é minha, é do Senado , afirma Sarney

SÃO PAULO - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu hoje às denúncias relativas a atos administrativos secretos, que beneficiaram parentes seus. Em discurso no plenário, o senador recorreu ao seu histórico para classificar as acusações de injustas e disse ser um dos maiores interessados na moralização da Casa.

Valor Online |

" A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. "
Admitindo ter pedido ao colega Delcídio Amaral (PT-MS) para lotar em seu gabinete uma sobrinha sua, Sarney disse não saber sobre o emprego dado a seu neto no gabinete do amigo Epitácio Cafeteira (PTB-MA). E deixou clara sua irritação quanto à denúncia de que essas nomeações ocorreram mediante atos sigilosos. "Não sei o que é ato secreto, ninguém sabe " , disse Sarney. Ele enfatizou estar na presidência do Senado há apenas quatro meses e disse que as denúncias de atos administrativos são relativas ao passado. " Nada em relação ao nosso período. Não temos nada a ver com isso."
No discurso, o senador não mencionou ter presidido o Senado também de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005, mas relembrou seu papel como primeiro presidente da República após o fim da ditadura militar e sua oposição ao AI-5 (decreto que ampliava os poderes dos militares). "Depois disso agora ser julgado porque uma neta minha, um neto meu... falta de respeito " , disse Sarney, aparentando nervosismo. "É uma injustiça do país julgar um homem como eu, de vida austera, família bem composta, que preza a dignidade na carreira."
(Valor Online)

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