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Continuidade vai ser avançar , diz Dilma em encontro com PP

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), defendeu na noite desta quarta-feira, antes de se reunir com líderes do Partido Progressista para tratar da sua pré-candidatura à Presidência da República, a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva para que a próxima administração conquiste novos avanços para o País.

Reuters |

Agência Brasil
Ministra Dilma concede entrevista ao chegar para jantar com parlamentares do PP
Dilma concede entrevista ao chegar para jantar com parlamentares do PP

Preferida do presidente Lula para a sua sucessão, a ministra já teve encontros com representantes do PMDB, PR, PDT, PCdoB e PRB para tratar da eleição de 2010. O único partido que já fechou um pré-acordo com a ministra foi o PMDB.

"Reconhecemos no PP um parceiro nosso, um parceiro que integra a base de sustentação do governo Lula e o centro da política do governo", disse Dilma a jornalistas antes de entrar no jantar oferecido pelo PP.

Ela destacou que tem uma relação "especial", "ativa" e "forte" com o PP porque o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que representa o partido no Executivo, cuida de projetos que estão sob sua responsabilidade direta: o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" e a área de infraestrutura urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Temos uma grande admiração e grande respeito pela ministra Dilma Rousseff, que está fazendo um papel e um trabalho da maior importância na chefia da Casa Civil", disse o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), ao lado da ministra. "É uma grande administradora."

"Continuidade vai ser avançar"

Questionada sobre o que quer ver em seu futuro programa de governo, Dilma voltou a dizer que ainda não é candidata. Citou, entretanto, alguns pontos que devem constar do programa de governo do PT.

"Achamos que dar continuidade é uma questão estratégica", disse a ministra. "Dar continuidade, para nós, vai ser avançar."

Ela advogou que se aprofundem todos os atuais programas sociais para que se reduza, por exemplo, o déficit habitacional do Brasil. A ministra quer também propostas para a implementação de uma cadeia fornecedora de produtos e serviços para o setor do petróleo, que deverá crescer nos próximos anos devido à exploração da camada pré-sal.

Na educação, a ministra quer foco na inovação. "Hoje é inadmissível que se negocie com qualquer investidor internacional sem negociar transferência de tecnologia", sublinhou.

Ela lembrou que o governo Lula fez isso quando escolheu o modelo de televisão digital, deve fazer na licitação do trem de alta velocidade e que o país tem como seguir a mesma política na área de biocombustíveis e etanol de segunda geração.

"Esse país hoje tem um futuro. Ele tem um futuro porque nós construímos um presente: estabilidade econômica e estabilidade inflacionária", concluiu a ministra.

O PP tem dois governadores --Goiás e Rondônia--, um senador, 40 deputados e um ministro de Estado.

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