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Confio na Justiça brasileira , diz mãe de inglesa morta em Goiás

SÃO PAULO - A mãe da inglesa Cara Marie Burke, que foi morta e esquartejada em Goiânia, no fim do mês julho, disse que soube que o prazo máximo que alguém pode ficar preso no Brasil é 30 anos e que espera que essa seja a pena para Mohammed DAli Carvalho dos Santos, de 20 anos, que está preso acusado pelo crime. A entrevista foi dada ao Fantástico.

Redação |

De acordo com Anne Marie Burke, de 54 anos, a filha viajou ao Brasil contra a sua vontade. Não nego que ela era uma menina um tanto rebelde. Mas eu sei que era apenas uma adolescente normal. Era simples, falava com qualquer pessoa, fazia amigos com facilidade, disse.

A mãe da inglesa ainda afirmou que a mãe de Mohammed, que mora na Inglaterra, tem culpa no que aconteceu com Care, porque a família do brasileiro desejava que eles se casassem para que ele tirasse cidadania britânica. Ela também é culpada pelo que aconteceu com minha filha e sabe disso. Sabe que se for encontrada, ela terá que pagar".

Entenda o caso

Futura Press
Mohammed é suspeito de esfaquear, matar, esquartejar e jogar os pedaços do corpo da estudante inglesa Cara dentro de dois rios em Goiânia. Ele foi preso no dia 31 de julho, no setor universitário de Goiânia.

De acordo com o comandante do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), Cláudio de Oliveira, o suspeito confessou o crime e disse que resolveu matá-la, pois ela iria contar para seus pais e à polícia que ele era viciado em cocaína. 

Mohammed não ofereceu resistência à prisão e foi classificado como uma pessoa extremamente fria. Ele informou não ter cometido o crime sob o efeito do entorpecente e diz que costuma usar cocaína com freqüência. 

Depois de tê-la esfaqueado e matado, segundo a polícia, o rapaz guardou o corpo de Cara no box do banheiro e foi a uma festa. No domingo, resolveu esquartejá-la para facilitar a retirada do corpo do imóvel. O ato foi feito com uma faca grande com cabo branco, como as de açougueiro, contou Oliveira. Em seguida, colocou o tórax da adolescente em uma mala e jogou dentro do Rio Meia Ponte, na Região Leste de Goiânia.

Não satisfeito, ainda segundo a polícia, dirigiu 60 quilômetros com as outras partes do corpo ¿ membros e cabeça - da vítima no carro e jogou-as em outro rio. Elas ainda não foram encontradas pela PM, que atua com duas equipes e com mergulhadores para tentar localizá-las. 

O rio, segundo o major, é bastante raso, o que deve facilitar o trabalho da polícia. Os bombeiros auxiliam nas buscas e a polícia científica está no apartamento onde ocorreu o crime.

A faca utilizada no ato foi encontrada dentro de um bueiro na rua da casa do suspeito. Segundo a polícia, o rapaz conheceu a menina em Londres, em um intercâmbio e não era namorado da garota. 

A jovem foi identificada pela família através de duas tatuagens, exibidas em um canal internacional de notícias. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Goiânia. A embaixada britânica em Brasília informou que tomou ciência do caso e está acompanhando o trabalho da polícia de Goiás. 

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