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Che terá sessão extra hoje no Cinesesc, em São Paulo

SÃO PAULO ¿Benicio Del Toro tomou conhecimento de Ernesto Che Guevara graças a um disco dos Rolling Stones, mais especificamente em um verso da canção Indian Girl. A partir daí, o ator porto-riquenho mergulhou na biografia do guerrilheiro.

Agência Estado |

Del Toro esteve em São Paulo ontem para divulgar o resultado de sete anos de imersão, os filmes "Che e "Che - A Guerrilha", dirigidos por Steven Soderbergh ("Traffic" e "Onze Homens e Um Segredo"). O filme foi exibido ontem na Mostra Internacional de São Paulo e terá uma sessão extra hoje, no Cinesesc, pela "repescagem" do evento. A estréia nacional está prevista para o início do próximo ano.

A primeira coisa a se dizer é que Coringa, interpretado por Heath Ledger (morto em janeiro) no último longa da franquia "Batman", já não deve levar o Oscar com tanta facilidade. O que Del Toro faz com Che é muito mais impressionante. "Entendi que ele, além do revolucionário, também era um intelectual. Isso faz dele um personagem interessante. Ah, mas não sou o Che Guevara", brinca o ator.

Para construir o personagem Del Toro sobreviveu aos clichês de esquerda e aos preconceitos da direita. Com ele, Che é humano e multifacetado. "O que eu acho das idéias de Che hoje? Acho a luta armada uma idéia ultrapassada, mas muito do que ele acreditava ainda esta vivo e tem importância."

Juntos, os filmes somam quase cinco horas de duração. Em "Che", acompanhamos o primeiro encontro ente Guevara e Fidel Castro e o passo-a-passo da revolução cubana até a chegada dos guerrilheiros em Havana. O filme também mostra Guevara em Nova York e o seu discurso na ONU. No segundo longa, Che tenta espalhar a revolução socialista pela América Latina. Sua missão é comandar a guerrilha na Bolívia. O fracasso da empreitada é contado com detalhes e muita ação - até o dia em que ele é capturado e executado, com a ajuda do governo norte-americano.

Os filmes serão lançados separadamente, mas assistir a "Che - A Guerrilha" sem as referências do primeiro longa não deve ser uma experiência fácil e nem recomendável. E segundo Del Toro, a empreitada dele e de Soderbergh só não foi maior por falta de "tempo e dinheiro". Afinal, ficaram de fora do projeto o rompimento de Che e Fidel e o exílio do revolucionário no Congo.

Che e Che - A Guerrilha . Sessões únicas hoje, às 18h10, no Cinesesc - Rua Augusta, 2.075, Cerqueira César. Informações: (11) 3087-0500.

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