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Buzz Aldrin promove Fly me to the moon em Paris

Ninguém melhor para ajudar três mosquinhas perdidas num vôo à Lua do que o astronauta americano Edwin Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar em nosso satélite e que se encontra em Paris para promover a animação Fly Me to the Moon.

AFP |

Em entrevista à AFP, Aldrin comentou sua participação no desenho que conta a história de três moscas escondidas na Apolo 11 durante a história missão que levou essa nave à Lua em 21 de julho de 1969.

Aldrin dubla a si mesmo mesmo, ao lado de atores como Christopher Lloyd ("De Volta para o Futuro"), Tim Curry ("Rock horro show"), Robert Patrick ("Exterminador do futuro II") e Nicollette Sheridan ("Desperate Housewives"), que emprestam suas vozes aos personagem animados.

Apesar de empolgado com essa sua aventura nos cinemas, Aldrin, no entanto, não esconde que seu verdadeiro fascínio continua no espaço, principalmente com as perspectivas futuras da exploraçao espacial. Como uma viagem habitada à Marte, por exemplo.

Mas advertiu: uma viagem a Marte significa que os astronautas dessa missão deverão ser colonos conscientes de que ficarão no Planeta Vermelho pelo resto de seus dias, explicou

Segundo ele, uma missão a Marte provavelmente deve ser realizada por volta de 2040, numa ida e volta de um ano e meio, quando é apenas necessária uma semana para ir à Lua, qe está a 380.000 km de distância da Terra.

A distância entre a Terra e Marte varia entre 55 milhões e 400 milhões de quilômetros, segundo as respectivas órbitas dos planetas ao redor do Sol.

"As oportunidades em Marte são melhores que em qualquer outro lugar, por suas condições parecidas com as Terra, melhores que na Lua", declarou o ex-piloto.

Apesar de uma atmosfera totamente inadaptada para o homem, Marte tem grandes quantidades de água em forma de gelo que poderiam ser colocadas a serviço de eventuais colonos.

"Para que superar todas as dificuldades que significa enviar pessoas a um lugar, dando a elas segurança adequda, se é para fazê-los voltar ao fim de um ano e meio?", argumentou Aldrin, de 78 anos de idade, para que o mais lógico seria enviar astronautas dispostos a passar o resto de suas vidas no Planeta Vermelho.

"Eles devem saber que serão pioneiros e que não há esperanças de voltar", acrescentou.

"Aos 30 anos, eles terão uma oportunidade. Se aceitarem, serão treinados e, aos 35 anos, nós os enviarems. Quando chegarem aos 65 anos, sabe-se lá quantos avanços científicos teremos obtido. Então se aposentarão e talvez o tragamos de volta", especulou ainda. "Mas acho que assim não haverá voluntários", brincou.

E ele? Teria participado numa missão assim tão longa que fosse possível em sua época?

"Talvez não, pois não sou a pessoa mais apta para coabitar comum grupo de cinco ou seis pessoas", respondeu Aldrin.

Mas defendeu a continuação dos vôos habitados para Marte porque, segundo ele, a distância do Planeta Vermelho limita a funcionalidade dos equipamentos robotizados, como é possível na Lua.

Na perspectiva de estabelecer uma estação permanente na Lua até 2020, a primeira etapa para a exploração marciana, "Buzz" Aldrin critica o fato de que os Estados Unidos não tenham previsto uma solução para substituir pelo menos até 2014 as naves espaciais que vão à Estação Epacial Internacional (ISS), e cuja interrupção está programada para setembro de 2010.

"É lamentável que se tenha chegado a essa situação", afirmou o astronauta, em referência a dependência que a Nasa terá as naves russas para prosseguir com os trabalhos na ISS.

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