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Anatomia Frozen e Justice tratam da violência de maneira impecável

SÃO PAULO - Quem suporta assistir espetáculos cujo tema é a violência (não é o meu caso) não pode deixar de ir ao Espaço Vitrine, no Teatro Imprensa, para ver Anatomia Frozen, às quintas e sextas, e nem ao Espaço dos Satyros 2, de quarta a sexta, para ver Justine.

Maria Lúcia Candeias, especial para Aplauso Brasil |

Escrita por Bryony Lavery, a anatomia é, aqui, uma espécie de sessão de terapia de um pedófilo, praticante e vítima de atos terríveis. O texto, embora bem sucedido não só na Inglaterra, me pareceu difícil de digerir, mas não dá nem para pensar nisso, quando se assiste ao trabalho inimaginável de João Carlos Andreazza (o Joca) e de Paulo Marcello.

É parecido com o que ocorre com quem assiste "Justine", último episódio de uma trilogia dedicada ao Marquês de Sade por Rodolfo Garcia Vázquez. Um espetáculo que não só fala de violência como o Anatomia, mas a coloca em cena, insinuada. Uma aula de sadomasoquismo verbal e físico.

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