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Amor Sem Escalas dá ânimo novo a alguns desempregados

Por Christine Kearney NOVA YORK (Reuters) - Quando Andy Glantzman concordou em ser filmado falando francamente sobre como se sentiu ao perder seu emprego, não imaginava que milhões de pessoas fossem assistir a seu depoimento.

Reuters |

Mas, em vez de sua participação fazer parte de um documentário, como ele previu, Glantzman e outros 21 funcionários demitidos se viram fazendo pontas no filme "Amor Sem Escalas", que na semana passada recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo para melhor filme e melhor diretor.

O filme tem George Clooney no papel de um homem que trabalha para empresas, ganhando a vida demitindo pessoas. Inclui cenas com Glantzman e outros falando de suas experiências na vida real.

Divulgação

George Clooney faz um especialista em redução de pessoal corporativo no filme



Um ano depois, muitas das 22 vítimas da recessão mostradas no filme já têm novos empregos. Suas histórias podem dar esperança a outras pessoas.

"O filme me deu uma razão para vestir um terno, sair de casa e sentir que eu estava fazendo algo que valia a pena, em vez de ficar apenas sentado, esperando o próximo salário-desemprego", disse Glantzman em entrevista. "Começou por elevar minha auto-estima."

Ele foi demitido de uma revendedora de carros de luxo em Detroit algumas semanas antes de ver em um jornal um anúncio pedindo a pessoas que tivessem perdido seus empregos que enviassem uma carta descrevendo sua demissão. Glantzman foi escolhido para reencenar a experiência e verbalizar o que gostaria de ter dito a seu antigo empregador.

"Foi altamente terapêutico. Percebi que eu não era o único naquela situação", disse ele. Quatro meses mais tarde, mudou-se para Grand Rapids, Michigan, onde encontrou trabalho em uma empresa educacional.

Filme reflete a realidade

Outros que deram depoimentos no filme disseram sentir-se ligados a trabalhadores de todos os EUA que perderam seus empregos na recessão.

Desde que a recessão começou, em dezembro de 2007, 8,4 milhões de empregos foram perdidos nos EUA, segundo cifras do Departamento de Trabalho.

Os atores amadores de "Amor Sem Escalas" disseram que o filme lhes permitiu reconquistar um pouco de respeito próprio, depois de passar por uma das experiências mais humilhantes da vida.

"Não é apenas parte de sua vida profissional que é arrancada, mas também de sua vida pessoal", disse Kevin Pilla, que acabara de comprar uma casa nova e sustentava mulher e quatro filhos quando foi demitido de uma empresa de produtos eletrônicos.

Nem todas as pessoas que aparecem no filme encontraram empregos novos, mas algumas ainda estão esperançosas.

Marlene Gorkiewicz, que é vista no filme quase às lágrimas, ainda está procurando trabalho, depois de ser demitida no ano passado após 27 anos trabalhando em uma grande empresa aérea.

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