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Acreditamos na inocência dos deles¿, afirma advogado do casal

SÃO PAULO - O advogado do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin afirmou, em coletiva nesta sexta-feira, que acredita na inocência do casal acusado de envolvimento da morte da menina Isabella Nardoni. Levorin disse que, após a liberação, o casal será levado para um ¿lugar seguro¿ sem especificar qual seria este local.

Ana Freitas, repórter do Último Segundo |

O advogado repetiu que não se pode fazer juízo de valor dizendo que as pessoas não podem ser prejulgadas, o que existe é a falta de elementos parta a prisão temporária.

Quanto aos procedimentos judiciais, o advogado do casal disse que encaminhou as pedido para que novas testemunhas sejam ouvidas.

Sobre o habeas-corpus ele disse que "a sociedade espera que os principos do Estado democrático de direito sejam respeitados, só podemos pensar de forma mais conclusiva quando as todas provas foram produzidas. O pedido foi concedido pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), nesta sexta-feira.

O habeas-corpus

O pedido de habeas-corpus feito pelos advogados do casal foi protocolado junto ao Tribunal de Justiça (TJ) na segunda-feira, dia 7, sob os argumentos de que ambos não ofereceriam risco às investigações. Esse argumento foi rebatido pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, que acompanha o caso. Segundo ele, o contato direto do casal com testemunhas importantes do caso poderia interferir no inquérito.

99% concluído

O resultado da quebra de sigilo telefônico do apartamento do casal revela que em nenhum momento o pai e a madrasta de Isabella chamaram o Corpo de Bombeiros para socorrer a menina, que caíra do 6º andar do Edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo. As informações são de um dos policiais que investigam o caso.

Diante de novos indícios e do depoimento de duas testemunhas, a Polícia Civil acredita ter esclarecido 99% do caso, restando apenas a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) e a coleta de mais provas materiais.

Nesta quinta-feira, investigadores do 9º Distrito Policial (Carandiru) passaram o dia confrontando os registros das chamadas feitas a partir do telefone fixo da residência do casal com as ligações recebidas pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom), na noite do dia 29 de março. As gravações do Cobom também não registram ligações de celular de nenhum dos dois.

Testemunhas teriam ouvido detalhes na noite do crime
O primeiro pedido de socorro foi às 23h49m59. O professor Antonio Lúcio Teixeira, de 61 anos, morador do apartamento 12, dizia que uma criança havia caído do prédio. Cerca de 30 segundos depois, às 23h50m32, alguém de dentro do apartamento dos Nardonis telefonou para o celular de Alexandre José Peixoto Jatobá, pai de Anna Carolina. O diálogo durou 32 segundos.

A ligação seguinte, feita às 23h51m09, foi para a casa do pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni. A chamada levou 29 segundos. É no mínimo estranho que o casal tenha visto a criança caída lá embaixo e não tenha sequer tentado ligar para o serviço de resgate, disse o policial.

No momento em que eles falavam com seus pais, o morador do apartamento 12 estava falando com os bombeiros, ou seja: o casal não tinha como saber que alguém já tinha feito o pedido de socorro e também não se preocupou em fazê-lo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

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