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A medicina espírita é integrativa

A medicina espírita é integrativa Por Marici Capitelli e Andressa Zanandrea São Paulo, 16 (AE) - Entrevista com o geriatra Rodrigo Bassi, presidente da Associação Médico-espírita de São Paulo. AGÊNCIA ESTADO - A medicina espírita é alternativa? RODRIGO BASSI - Ela não constitui uma medicina à parte, podemos dizer que é integrativa.

Agência Estado |

São médicos que, em suas especialidades, fazem o tratamento convencional, pedem exames e prescrevem medicamentos. A diferença é que o tratamento integra a espiritualidade.

AE - Como é a abordagem espírita do médico?

RODRIGO BASSI - Se o paciente é espírita, ele é encaminhado para o Centro Espírita e recebe o passe. Se é católico, é encaminhado para a igreja, ou seja, para um local baseado na crença que ele tenha. A espiritualidade é indicada para todos como tratamento de suporte.

AE - Qual é o impacto da religiosidade no tratamento?

RODRIGO BASSI - A literatura, especialmente a americana, aponta que as pessoas com uma religiosidade intrínseca têm menores taxas de hipertensão e diabete. Também são menores as complicações em pacientes com aids e a sobrevida é de seis a sete anos a mais para portadores de todas as moléstias. Em tratamentos geriátricos os resultados são muitos bons, não sei se por conta da proximidade com a morte ou da sabedoria que a idade traz. Dá resultados positivos principalmente na depressão e em quadros de ansiedade.

AE - O que pensar das cirurgias espirituais?

RODRIGO BASSI - Elas não são feitas por médicos, mas sim por médiuns que incorporam o espírito de um médico desencarnado. Recomendamos que as pessoas fiquem atentas às condições de higiene desses locais. Não deve ocorrer corte, porque a cirurgia não é feita no corpo físico. E não se cobra pela cirurgia.

AE - Como um médico diferencia no diagnóstico o que é espiritual, como uma obsessão, por exemplo, de um problema físico?

RODRIGO BASSI - Essa é a discussão que vem à tona ao ver o ser humano como um todo. Um paciente pode ter uma doença que não seja apenas espiritual, mas que pode haver fortes
componentes espirituais que geram esse quadro.

AE - Existe preconceito do meio científico?

RODRIGO BASSI - Muito, de ambas as partes. Por isso a importância dessa discussão.

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