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A chuva destruiu minha loja , lamenta comerciante de bairro afetado por temporal

O sol aparece entre nuvens em alguns pontos do Rio de Janeiro nesta quarta-feira após dois dias de muita chuva. Mas para a maior parte dos lojistas da Praça da Bandeira, na zona norte, um dos bairros mais prejudicados pela enchente, a hora é de contar prejuízos. ¿A chuva destruiu alimentos, documentos, toda a minha loja¿, lamentou Antonio Martins Dias, dono de uma casa de sucos no bairro. Por uma infeliz coincidência, ele e a mulher compraram o estabelecimento recentemente e abriram pela primeira vez na segunda-feira. ¿Terça nem conseguimos vir. As ruas estavam completamente alagadas ainda¿, disse.

Carmen Moreira, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

Carmen Moreira

Estragos provocados pela chuva em lanchonete da Praça da Bandeira

Hoje, vendo os estragos, os comerciantes chegaram a pensar em desfazer o negócio e perder o dinheiro investido. Sempre tivemos comércio, mas nunca passamos por uma situação como esta. Já estávamos aposentados, mas meu marido quis voltar a trabalhar e deu nisso, contou muito abalada a esposa de Antonio, que preferiu não se identificar.

Carmen Moreira

Lama emperrou fechadura de loja

Quase ao lado, uma drogaria estava funcionando, mas não por acaso com uma das portas abaixadas. Entrou muita lama na fechadura e emperrou, disse o funcionário João Vitor Xavier. O dono estimou que tivemos um prejuízo de R$ 30 mil em cosméticos e medicamentos. "A água invadiu tudo, chegou até a molhar o que estava na segunda prateleira, mostrou.

Carlos Durval, gerente de uma papelaria e loja de brinquedos, coordenava a limpeza da loja, que ainda estava fechada. Não abrimos ontem e do jeito que está nem hoje teremos condições de atender o público. A água invadiu a loja até cerca de 90 centímetros, foi muito prejuízo, disse.

Dentro do estoque, vendedores fizeram o papel de faxineiros. Terça

Carmen Moreira

Lama tomou conta da calçada do motel

ficamos aqui até de madrugada tentando tirar a lama, mas ainda não conseguimos. O dono da loja esteve aqui e saiu arrasado. Hoje nem deve vir, não tem condições, concluiu Carlos.

Recepcionista de um motel na Rua do Matoso, Manuel Melo contou que

a correnteza que se formou na rua foi tão forte que fez com que a água invadisse a recepção.

Fiquei trabalhando com água até o joelho. E no nosso caso não dava nem pra fechar tudo e ir embora porque alguns casais ficaram presos aqui também, só conseguiram sair no dia seguinte, disse.

E apesar dos quartos ficarem no andar de cima, livres de qualquer alagamento, ninguém conseguia chegar até aqui. Ontem também não tivemos movimento, prejuízo total, completou o recepcionista.

Dia de caos

Na terça-feira,  Rio de Janeiro viveu um dia de caos. Foram registradas 105 mortes , sendo a maioria vítimas de deslizamento de terra, e 202 pessoas ficaram feridas após uma forte chuva que atingiu o Estado.

As aulas foram suspensas, serviços públicos tiveram o expediente cancelado, o aeroporto Santos Dumont ficou fechado durante boa parte da manhã e empresas cancelaram a venda de bilhetes com destino para o Rio.

Esta é considerada a pior chuva já vista no Rio de Janeiro . Em 24 horas, o número de mortos superou o registrado nos quatro meses de verão em São Paulo.


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