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Quércia diz que Temer vai ficar sozinho

SÃO PAULO ¿ O presidente do PMDB em São Paulo, Orestes Quércia, minimizou a eventual candidatura do deputado Francisco Rossi ao governo de São Paulo. Em entrevista ao Último Segundo na noite desta quarta-feira, o ex-governador riu ao saber da intenção do presidente da Câmara, Michel Temer, de lançar Rossi nas eleições de 2010. ¿Ele [Temer] vai ficar sozinho¿.

Nara Alves, repórter do Último Segundo |

A possibilidade da candidatura de Rossi no Estado foi levantada por Temer em entrevista exclusiva ao Último Segundo momentos antes do encontro entre as cúpulas do PT e do PMDB, na noite de terça-feira, em Brasília. Eu gosto do Rossi, mas ele nunca se interessou em se candidatar. O PMDB [paulista] tem um compromisso com o DEM e com o PSDB, inclusive o Rossi, que faz parte da Executiva, lembrou. Ontem, Temer afirmou acreditar que Rossi teria boas chances em São Paulo. Ele sai, no mínimo, com 8% a 10% das intenções de votos.

Líderes nacionais do PT e do PMDB assinaram uma carta-compromisso que garantiria o vice do PMDB na chapa da pré-candidata a presidência pelo PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Para Quércia, Temer ¿ cotado para assumir a vaga de vice na chapa ¿ firmou um compromisso de apoio que o partido não pode entregar. Foi uma decisão de um grupo que não falou em nome do partido. A Executiva não foi nem consultada, disse. O presidente da Câmara teria se comprometido a dialogar com as bases do partido nos Estados, mas não cumpriu a promessa.

Agora se trata de avaliar o que está acontecendo em cada Estado, como Minas Gerais, reavalia Quércia. O líder paulista garante que o quadro ainda é de indefinição dentro do partido e aposta na convenção nacional, que será realizada em junho de 2010, para mostrar que o PMDB prefere uma aliança com os tucanos. Eu duvido que a convenção atenda [à carta-compromisso].

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o preferido de Quércia na corrida presidencial. A demora tucana na definição do nome do pré-candidato, no entanto, não afeta as negociações internas do PMDB, segundo Quércia. Dentro do PMDB estamos com Serra, mas se for o Aécio [Neves, do PSDB-MG], estamos com o Aécio também, garante. O PMDB mineiro pode, ainda, alinhar-se com os tucanos ao lado do PMDB paulista, que já conta com o apoio da ala pernambucana, liderada pelo senador Jarbas Vasconcelos.

Tucanos tentam virar o jogo e conseguir o apoio do PMDB. Assista à reportagem abaixo:

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