Quem estiver fora da lei pagará preço, diz Lula sobre MST

BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou nesta sexta-feira a ação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) que, nesta semana, invadiu uma fazenda no interior de São Paulo, destruindo equipamentos e plantações. Ele garantiu que a lei será aplicada em casos de crime.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

"Todo mundo aprendeu que neste País tem lei e Constituição e, quem estiver do lado da lei, pode fazer qualquer coisa. Quem não estiver, pagará um preço por fazer", afirmou.

Lula reforçou que é defensor das lutas sociais e de manifestações no Brasil, mas qualificou a ação do MST como vandalismo. "Entre manifestação, reivindicando alguma coisa, e a cena de vandalismo, feita na televisão, obviamente que não posso concordar. Não tem explicação para a sociedade derrubar tantos pés de laranja apenas para demonstrar que você está reivindicando", destacou.

AE
Tratores destruídos em fazenda invadida no interior de São Paulo pelo MST

Além de plantação de laranja, grupo destrói diversos tratores em fazenda

A ocupação

A fazenda Santo Henrique, na zona rural de Borebi, no interior do Estado de São Paulo, pertence ao grupo Cutrale e abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi. O MST invadiou o local no dia 28 de setembro e, segundo a polícia, tomaram a casa-sede, escritórios e instalações e expulsaram cinco famílias de colonos.

Além disso, teriam usado um trator da empresa para destruir 7 mil pés de laranja, onde alegam que plantariam feijão no lugar. Após o local ser ocupado pela Polícia Militar na quarta-feira, dia 7, as cerca de 250 famílias deixaram o local.

O MST afirma que a fazenda possui 2,7 mil hectares utilizados ilegalmente para a monocultura de laranja. Segundo o grupo, a área da fazenda faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) alega que a área faz parte do núcleo Monção, adquirido por sentença judicial de 1909 pela União e, posteriormente, grilada por terceiros. Em 2006, o Incra entrou com ação reivindicatória, mas o processo ainda não teve decisão final.

Já a Cutrale garante que tem a posse legítima das terras e que a fazenda é produtiva, gerando cerca de 300 empregos com carteira registrada.

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