Quem dorme mais tem menos gripe, revela pesquisa

Médicos da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia (EUA), analisaram 153 pessoas durante quatro anos e verificaram que o sono protege o organismo de gripes e resfriados. Quem dormia menos de sete horas por noite apresentou o triplo de doenças respiratórias, comparado com quem passou mais de oito horas na cama.

Agência Estado |

Os resultados estão na última edição do Archives of Internal Medicine . “Sono e imunidade têm uma ligação já bastante conhecida”, afirma a pneumologista Luciana Palombini, coordenadora do Instituto do Sono da Unifesp.

Na entidade, foi realizado um outro estudo que também enalteceu os benefícios de dormir bem. Cinquenta pessoas receberam a vacina contra o vírus Influenza - o causador da gripe. Uma parte delas dormiu e a outra foi submetida à privação do sono. Os mecanismos de defesa dos que dormiram bem reagiram melhor e os episódios de infecção foram duas vezes menores. “Já está constatado que a falta de sono, a curto prazo, prejudica a memória e a capacidade de atenção. Agora, o que mais se fala nos congressos nacionais e internacionais é que, a longo prazo, a privação de sono aumenta o risco de doença cardiovascular e metabólicas, como diabetes e obesidade”, completa Palombini.

Clarisse Potasz, terapeuta ocupacional e chefe do setor de reabilitação do Hospital Estadual Candido Fontoura, lembra que o tratamento do sono não tem contraindicação para nenhuma idade. “Em especial para as crianças, o sono tem um poder de cura muito importante”, diz ela. “É fundamental para a renovação de neurônios, para a produção de hormônios do crescimento e para desenvolver a capacidade cognitiva”, explica Potasz, que atua em pesquisas de distúrbio do sono infantil.

A explicação mais evidente para os prejuízos trazidos pela privação do sono é que isso provoca estresse, o que libera as células infecciosas e prejudica o organismo. Além dos problemas imunológicos, dormir também é receita para evitar acidentes de trânsito. Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, dirigir com sonolência tem o mesmo efeito de conduzir embriagado. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG