Quem corre tem uma vida mais longa, indica estudo

Quem corre vive mais. Esta foi a conclusão de um estudo norte-americano que durou 21 anos publicado na segunda-feira no Archives of Internal Medicine .

Agência Estado |

A coordenadora desse estudo, a doutora Eliza Chakravarty, da divisão de imunologia e reumatologia do Departamento de Medicina da Universidade de Stanford, Califórnia, conta que a pesquisa começou em 1984 com 961 voluntários: 538 corredores e 423 sedentários.

“Vinte e um anos depois, em 2005, fechamos a pesquisa com 284 corredores e 156 sedentários.” A idade média do grupo em 1984 era de 60 anos. “Setenta por cento deles eram homens e 30% mulheres.” Os participantes passaram por uma batelada de exames inicial, que foi repetida anualmente, e também preenchiam fichas descrevendo os tipos de atividades que praticavam e suas habilidades para desenvolver oito práticas do dia-a-dia, como comer, caminhar, se vestir e tomar banho.

A maioria dos voluntários praticava alguma atividade, mas os corredores se exercitavam 200 minutos por semana, contra 20 minutos dos outros. Com base nos dados, Eliza acredita que a atividade aeróbica regular, o que inclui a corrida, faz muito bem para a saúde. “Nós mostramos, com o estudo, que esta é uma vantagem em termos de longevidade”, contou a médica, em entrevista por e-mail.

A pesquisa provou que exercícios vigorosos, como a corrida, praticados por pessoas na meia e na terceira idades, estão associados à redução de doenças e a uma vida mais longa e saudável. “As práticas esportivas realmente reduzem as doenças e restrições nas pessoas mais velhas”, afirmou.

O grupo dos corredores se manteve mais jovem e teve índice inferior de enfartes e também de problemas neurológicos, até mesmo como o Mal de Alzheimer. Perto dos 70 anos, boa parte dos corredores teve de interromper as corridas, mas nenhum parou de se exercitar.

Lesões

Com o tempo, as pessoas que pararam de praticar exercícios ou nunca praticaram acabaram por adoecer. E as pessoas que continuaram firmes nas atividades aeróbicas ganharam mais saúde. Lesões em ligamentos ou artrose nos joelhos nunca foram usadas como desculpa pelos corredores para não praticar exercícios durante a pesquisa. Dos 961 voluntários, apenas 440 sobreviveram, 52% dos corredores e 36% dos não corredores.

AE

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