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Queda na adesão à vacina contra pólio preocupa governo

Em clima de reavaliação, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite deste ano será realizada no sábado. A iniciativa, maior marca do Programa Nacional de Imunização e que sempre contou com altos índices de adesão, atrai atenção cada vez menor da população.

Agência Estado |

De 2001 para cá, os índices de cobertura vêm caindo e, ano passado, a meta de imunizar 95% dos menores de 5 anos não foi atingida.

A desmobilização da sociedade preocupa autoridades sanitárias. Embora a poliomielite esteja oficialmente erradicada no Brasil desde 1994, o número de infecções em outros países é significativo. Ano passado, 1.313 casos, espalhados em 13 países, foram registrados. Em quatro deles - Índia, Afeganistão, Nigéria e Paquistão -, a doença é endêmica. Com alto número de casos no exterior e redução de crianças imunizadas, aumenta o risco de reintrodução da doença. Uma pessoa infectada em outro país desembarcaria no Brasil e, ao entrar em contato com uma criança sem proteção, haveria a contaminação.

Num documento preparado para a campanha, o Ministério da Saúde procura analisar as causas da queda na adesão. Além de bases de dados desatualizadas e dificuldades de locomoção de parte da população, o documento cita um outro fator importante, detectado também em outras doenças. Como o último caso de pólio registrado no País foi em 1989, o medo de infecção pela doença passou a ser considerado coisa do passado. Com a falsa sensação de proteção, as pessoas acabam descuidando da prevenção.

Para a assessora técnica do Programa Nacional de Imunização, Marlene Tavares, a falsa impressão de problema superado tem de ser combatida. Ela observa que, nos últimos anos, as vacinações de rotina - feitas de acordo com o calendário - alcançam números expressivos. O êxito, no entanto, não dispensa a necessidade das campanhas de vacinação em massa. “É nestes dias de esforço concentrado que conseguimos chegar à população mais afastada, aquela que escapa da vacinação de rotina”, observa. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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