Que a justiça seja feita agora, diz mãe de menina que caiu de prédio após depoimento

SÃO PAULO - A bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella de Oliveira Nardoni, prestou depoimento sobre a morte da filha no 9º DP do Carandiru nesta quarta-feira. Ana saiu rapidamente da delegacia e disse apenas querer que a justiça seja feita agora.

Lecticia Maggi, repórter Último Segundo |

Em entrevista concedida nesta quarta ao jornal "O Estado de S. Paulo", a mãe de Isabella disse que confia nas investigações da polícia, mas não sabe "onde isso vai chegar". 

O promotor responsável pelo caso na Justiça será Sérgio de Assis. 

Desde o ocorrido, a bancária tem recebido diversas  mensagens de solidariedade em seu perfil no site da relacionamentos Orkut. Os recados são de amigos e desconhecidos que se mostram chocados com o ocorrido e pedem justiça.

Em sua página principal no site, Ana homenageia sua filha com trechos da música "Eu sei que vou te amar", de Vinícius de Morais e Tom Jobim.

Rumo das investigações

AE
Mãe de Isabella chega para depoimento
Os peritos criminais irão voltar ao apartamento da família, na zona norte de São Paulo. Na busca por novos indícios, terão a ajuda de reagentes químicos. Os policiais querem verificar se há outros vestígios de sangue no lugar. As manchas de sangue encontradas no corredor da sala, no lençol e na tela de proteção da janela em que a garota teria sido jogada já estão sendo analisadas pelo Instituto de Criminalística (IC). Os dois veículos do casal - um Ford Ka e um Vectra - também serão submetidos a perícias.

Ontem, seis pessoas prestaram depoimento. Dois vizinhos do casal disseram ter ouvido gritos de Pára, pai! Pára, pai! momentos antes de o corpo de Isabella ser encontrado. Eles não souberam dizer se a voz era da criança, explicou o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito. Mas o tom dos gritos era de que o tal pai fazia algo errado, afirmou o delegado. Outras quatro pessoas que foram ouvidas são moradores do prédio em que Nardoni e a mulher moraram por dois anos e meio antes de se mudarem para o atual edifício.

Os advogados de Nardoni, Ricardo Martins e Rogério de Souza, contestaram a versão apresentada pelas testemunhas. A fala é interpretativa. A pessoa que está em situação de risco fala Pára!, Pára!, e chama o pai. Pai!, Pára!, Pai!, disse Martins. O advogado afirmou também que Nardoni e a atual mulher, com quem tem dois filhos (um de 3 anos e outro de 10 meses), estão abalados com a morte de Isabella. Todos são inocentes e irão provar. Dias antes do fato, Ana Carolina perdeu as chaves do apartamento. Posso provar que ela perdeu as chaves porque tenho uma testemunha que vai aparecer no momento oportuno, disse Martins.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado afirmou que Nardoni e Anna Carolina não são suspeitos. "Eles são averiguados", frisou.

A reconstituição do caso não tem data confirmada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

(*Com informações da Agência Estado)

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