Quatro policiais militares são transferidos de Paraisópolis

SÃO PAULO - Quatro policiais militares envolvidos na morte do foragido Marcos Porcino - o que pode ter originado o confronto na Favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, há nove dias - foram transferidos para outras companhias. A Polícia Militar afirma que a medida garante a segurança dos profissionais que atuavam na 6ª Companhia do 16º Batalhão.

Agência Estado |

Moradores da área nobre do Morumbi reprovaram a medida. Entendem que a saída deles foi uma vitória do crime organizado.

Pessoas ligadas a policiais dizem que os PMs se sentiram injustiçados. Todos estiveram diretamente envolvidos na ação de 1º de fevereiro dentro da favela que resultou na perseguição e morte de Porcino e na prisão por porte ilegal de arma de Antonio Galdino de Oliveira, cunhado do detento Francisco Antônio Cesário da Silva, de 32 anos, o Piauí, membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e líder do tráfico na região.

De acordo com a PM, a transferência se deu para a preservação da segurança dos policiais. Integrantes do Conselho de Segurança Comunitária (Conseg) do Portal do Morumbi entendem que a saída dos policiais foi uma vitória do tráfico.

O advogado Luiz Carlos Justino, que diz defender as pessoas de bem e a facção, levou até a Corregedoria da PM 20 pessoas, que depuseram contra os policiais, alegando que eles aterrorizavam, espancavam e achacavam a comunidade. Entre os depoentes, estariam pessoas ligadas ao PCC. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia também:

Leia mais sobre Paraisópolis

    Leia tudo sobre: paraisópolis

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG