Quarto policial suspeito pelo sumiço de chinesa em julho no Rio se entrega

RIO DE JANEIRO ¿ O quarto suspeito pelo sumiço da chinesa Ye Guoe, o policial civil Fabiano Amaral Bernardes, se entregou no final da noite desta quarta-feira à Corregedoria da Polícia Civil, no centro do Rio. Os policiais militares Izan Chaves de Melo e Cláudio Rodrigues de Azevedo e o policial civil Marcelo Gomes Costa já haviam se apresentado mais cedo ao órgão.

Redação |

Acordo Ortográfico Ye Guoe, de 35 anos, sumiu no dia 17 de julho, após trocar R$ 220 mil por U$ 130 mil em uma casa de câmbio em um shopping na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. De acordo com as investigações, na ocasião do crime, ela foi monitorada e seguida pelos envolvidos, que tinham conhecimento sobre a troca do dinheiro. A polícia acredita que a informação sobre a transação comercial tenha sido passada pela casa de câmbio.

De acordo com a polícia, todos os funcionários e responsáveis pela casa de câmbio foram indiciados e vão responder por falso testemunho. Alguns deles não estiveram com os envolvidos no dia do crime. Os diretores do estabelecimento responderão também pelo crime de realizar câmbio sem autorização legal. A origem do dinheiro trocado pela chinesa será apurado.

Os quatro policiais suspeitos vão responder pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte. Em depoimento, eles negaram a participação no sumiço da oriental. Os policiais militares foram levados para levados para Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na zona norte do Rio, e os policiais civis foram encaminhados para Polinter, na zona portuária.

Segundo a Corregedora Interna da Polícia Civil, Ivanete Fernanda de Araújo, os resultados dos exames comparativos do fio de cabelo da vítima, encontrado no carro dos policiais, usado para o sequestro, foi uma das provas que incriminou os agentes. Segundo os exames, o cabelo recolhido no carro é igual ao fio colhido em uma escova usada pela vítima, com a mesma coloração, calibre e grau de ondulação.

Todas as provas foram importantes já que nós não encontramos o cadáver, finalizou o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca).

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