Quarta edição do Desafio Intermodal ocorre nesta quinta-feira em São Paulo

SÃO PAULO - O Desafio Intermodal, que desde 2006 compara o tempo de trajeto de diferentes possibilidades de transporte, ocorre nesta quinta-feira em São Paulo.

Redação |

Além dos modais tradicionais, a quarta edição do evento terá uma pessoa correndo, um cadeirante e um helicóptero. O trajeto será o mesmo dos anos anteriores: saída na praça Gal Gentil Falcão, no Brooklin, e chegada na Prefeitura, no centro da cidade.

A atividade será realizada a partir das 18h, e marcará o início das atividades do Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro). Cada participante deverá chegar ao prédio da Prefeitura de São Paulo com o seu modal.

O objetivo dos organizadores é comparar as diferentes opções de modais, "mostrar que há infinitas alternativas ao transporte motorizado particular e também avaliar o desempenho do transporte público ano a ano".

A partir das 18h, os resultados do intermodal poderão ser conferidos em tempo real por um infográfico na página do ClicloBR . Mais informações e fotos serão encontradas no Twitter .

Tempo

Em 2008, o trajeto foi realizado em menos tempo por um homem de bicicleta, através de vias tranquilas. Ele levou 36 minutos para completar o trecho determinado. Já quem fez o trajeto com a ajuda de ônibus e metrô completou o desafio em 160 minutos, o maior tempo entre os modais.

Segundo Willian Cruz, que participa do desafio desde a primeira edição com sua biclicleta, o principal não é competir pelo menor tempo, mas comparar a eficiência dos meios de transporte. "É importante mostrar que há alternatiras além do automóvel e o objetivo é não só ver quem chega primeiro, mas o custo e a poluição emitida".

Cruz afirma ainda que, mesmo se o helicóptero demore menos tempo no desafio desta quinta, é preciso considerar o custo alto do transporte, por exemplo.  

Sobre as condições de trânsito da cidade, Cruz acredita que os congestionamentos estão cada vez maiores, mas que, por outro lado, a lentidão até favorece quem está de bicicleta. "O que eu tenho notado é que a cada ano [o trânsito] tem piorado mais. Para a bicicleta é até mais seguro", completa.

As regras

O tempo computado será o deslocamento completo da pessoa e não do modal. Portanto, é levado em conta o tempo que a pessoa leva até o modal e o tempo que ele perderá para estacionar o veículo. Como o ciclista desmontado se equipara a um pedestre, o único veículo que não será necessário estacionar é a bicicleta.

No deslocamento deverão ser respeitadas todas as regras de trânsito. Os pedestres terão que atravessar na faixa, a não ser que ela esteja a mais de 50 metros. Nesse caso, ele poderá atravessar no local que considerar mais seguro.

Ainda de acordo com a organização do evento, o pedestre corredor terá que correr na calçada.

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