Quais são os motivos mais comuns que fazem um bebê chorar?

Quais são os motivos mais comuns que fazem um bebê chorar? Por Por Mauro Borghi (*) São Paulo, 07 (AE) - O choro é uma forma de comunicação, podendo ocorrer em resposta a diversos estímulos, tais como: fome, sede, necessidade de atenção, raiva, dor, prurido e outros. As causas mais comuns de choro excessivo do bebê são: infecções, traumas, cólicas e reação vacinal.

Agência Estado |

O choro excessivo, sem causa aparente, que ocorre nos primeiros meses de vida, recebe a denominação de cólica do lactente. É uma das queixas mais comuns nos primeiros três meses de idade.

Reconhecer o que quer dizer o choro do bebê não é fácil. E certamente é um dos grandes desafios em Pediatria. Sabemos, porém, que o choro da cólica ocorre usualmente em bebês com idade de 2 semanas a 3 meses, que grita continuamente no final da tarde ou inicio da noite, freqüentemente após a alimentação. O bebe é quase inconsolável, parece sentir dor, tem o abdome ligeiramente distendido, com as pernas puxadas para cima. Ocorre alívio temporário ocasional quando é eliminado gás.

Até o presente, não foram identificadas características acústicas que permitam diferenciar o choro da cólica de outros tipos de choro - como o da fome ou da dor por doença. Dessa forma, as características audíveis do choro parecem pouco importantes e são certamente inconclusíveis.

Mais importante do que o som é o de se observar as seguintes características: o choro ocorre por um grande período de tempo, existe recorrência dos episódios de choro; os pais têm dificuldades em consolar a criança nos episódios; o choro não tem causa aparente?
As mães deverão ser informadas que na idade de duas semanas de vida, o tempo médio de choro é de quase 2 horas por dia, aumentando para quase 3 horas na idade de 6 semanas e diminuindo então para cerca de 1 hora na idade de 12 semanas.

Pais ansiosos têm maior dificuldade em acalmar seus bebês e, dessa forma, a criança reagiria com maior duração do choro e sinais de irritabilidade. As mães menos experientes (de primeiro filho) buscam com maior freqüência auxílio médico para resolução dos sintomas.

É preciso lembrar que os bebês reagem de diferentes formas e que o contato materno é essencial!

(*) Mauro Borghi é médico assistente do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo e coordenador médico do Hospital São Luiz - Unidade Anália Franco.

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