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Quadro O Grito do Museu Munch é quase 20 anos mais novo do que se pensava

Copenhague, 21 mai (EFE) - A versão do quadro O Grito, do pintor Edvard Munch, que o Museu Munch de Oslo tem em seu poder, foi pintada em 1910, e não em 1893, como até agora se pensava, revelaram hoje os restauradores da obra, gravemente danificada após seu roubo em agosto de 2004.

EFE |

Edvard Munch pintou várias versões de "O Grito", embora as duas mais famosas se encontrem na Galeria Nacional e no Museu Munch, ambos situados na capital norueguesa.

Os dois estabelecimento disputaram durante anos para saber qual possuía a versão mais antiga do célebre quadro.

O Museu Munch mostrou hoje, pela primeira vez após o árduo processo de restauração, as obras "O Grito" e "A Madonna", que farão parte de uma exposição que será inaugurada nesta sexta-feira sobre o artista, que contará ainda com esboços anteriores, desenhos e diários.

Apesar do difícil trabalho de reparação, financiado em parte por um patrocinador privado japonês, os quadros apresentam danos irreparáveis, especialmente "O Grito".

Dois homens mascarados entraram no Museu Munch no dia 22 de agosto de 2004, e ameaçaram com uma pistola os guardas e os visitantes para levar os quadros "O Grito" e "A Madonna".

A Polícia norueguesa recuperou as obras dois anos depois, em uma operação desenvolvida nos arredores de Oslo.

Ambos os quadros sofreram danos graves, como rasgões, buracos e manchas causadas pela umidade, mas foi "A Madonna" que sofreu mais, com dois buracos de 2,6 centímetros de diâmetro na parte inferior esquerda da tela.

"O Grito" e "A Madonna" foram exibidos com danos durante cinco dias no Museu Munch, antes de serem submetidos à restauração.

Em janeiro passado, a Corte Suprema da Noruega condenou a 6 e 10 anos e meio de prisão as duas pessoas responsáveis pelo roubo, e ordenou a repetição do julgamento contra o líder da operação por um erro processual durante o julgamento no Tribunal de Apelação.

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