SÃO PAULO - Dois sequestros aconteceram simultaneamente em casas vizinhas na noite de ontem em Praia Grande, na Baixada Santista (SP), depois da execução do cabo da Polícia Militar Anderson de Lira, de 35 anos. No entanto, um dos cárceres foi descoberto apenas no dia seguinte. Nenhum refém ficou ferido.

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A sequência de crimes começou às 18 horas de ontem, quando sete homens invadiram a casa do policial armados com fuzis e pistolas. Lira estava com a esposa e os três filhos, que não foram feridos.

De acordo com o comandante da PM na Baixada Santista e Vale do Ribeira, coronel Jorge Luiz Alves, a PM realizava a perseguição dos bandidos quando viu um deles, Ernesto Rossi Neto, invadindo uma residência na Vila Sonia. Neto manteve a dona da casa, seu tio e seus dois filhos como refém por quatro horas e meia. A polícia negociou com o criminoso que primeiro liberou as crianças, horas depois os adultos e em seguida se entregou.

O que ninguém imaginava é que dois comparsas de Neto no assassinato do cabo escondiam-se na casa ao lado. O comandante informou que a polícia só soube do segundo seqüestro ao ser procurada pela vítima às 8 horas de hoje.

Uma mulher e seu filho de dois anos permaneceram com os seqüestradores das 19 horas às 2 horas da madrugada, quando os bandidos foram embora ao constatar que o cerco policial montado em frente à casa vizinha havia se encerrado.

Um fuzil AR-15, com 15 munições e dois coletes a prova de bala, um da Polícia Militar e outro da Polícia Civil, foram deixados no imóvel. O comandante Alves lamentou a morte do policial e disse que provavelmente o crime foi em decorrência do bom trabalho que a PM vem realizando na região.

"Nessa área da Praia Grande tivemos a morte de um líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) pela PM recentemente, a prisão de outro líder e a apreensão de forte armamento", disse o coronel.

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