PV evita confronto e desiste de expulsar dissidentes

Num esforço para abafar críticas internas à senadora Marina Silva (AC), o PV voltou atrás e decidiu não expulsar dissidentes contrários à candidatura da ex-petista ao Palácio do Planalto. Lideranças do partido que estudavam o afastamento do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do ex-presidente estadual do PV em Santa Catarina, Gerson Basso, desistiram da iniciativa.

Agência Estado |

"Não vamos pedir a expulsão. O que está feito, está feito. Não iremos punir ninguém. Não há punição maior do que deixar a legenda", assegurou o presidente nacional da legenda, vereador José Luiz de França Penna (SP).

Juca Ferreira oficializou quarta-feira o pedido de suspensão da filiação partidária pelo período de um ano. A decisão foi resultado de pressões da Executiva Nacional do PV, que deu um ultimato para que ele saísse da gestão federal e se dedicasse à campanha de Marina. Em entrevista ao jornal O Globo, Ferreira chamou Marina de "conservadora" e criticou a provável aliança entre o partido e o PSDB em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a governador do Rio de Janeiro. Além de Ferreira, outro político que anunciou que vai se licenciar da legenda foi Basso, integrante da equipe de governo do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB).

O presidente nacional da legenda disse que ainda não foi informado sobre a licença de Basso, mas garantiu que, caso o político catarinense oficialize sua decisão na Executiva Nacional, não haverá retaliação do PV. "Não nos interessa esse tipo de postura. Quanto mais evitarmos embates, melhor. Estamos focados agora na campanha da senadora Marina Silva", afirmou.

A atitude de Penna é endossada pelo coordenador-geral da pré-campanha de Marina, vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), segundo o qual é consenso na sigla evitar um confronto entre o PV e o ministro Juca Ferreira. "Não perderemos tempo com o Juca. Isto é um assunto encerrado. Se ele quiser, que deixe o partido", afirmou.

Outra liderança verde que negou a disposição de abrir processo de expulsão contra o ministro da Cultura foi o coordenador executivo da pré-candidatura de Marina, Marco Antonio Mroz. De acordo com ele, o que menos o PV precisa neste momento é entrar em uma briga com dissidentes. "Não vamos dar trela para esse tipo de coisa. Com o Juca está tudo resolvido. A prioridade é a campanha de Marina Silva e esse tipo de briga só prejudica", afirmou.

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