PV descarta Heloísa Helena como vice de Marina

O presidente nacional do PV, vereador José Luiz Penna (SP), voltou a negar hoje a existência de tratativas em torno do lançamento do nome da ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AP) como candidata a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pela senadora Marina Silva (PV-AC). O vereador enfatizou que o assunto não foi nem mencionado nos diálogos entre lideranças do PV e PSOL e voltou a defender a candidatura de um empresário para a vaga.

Agência Estado |

"O nome da Heloisa como vice nem mencionado foi nos diálogos entre o PV e o PSOL. Nós acreditamos na hipótese de um empresário", reafirmou Penna.

O presidente da legenda teme que a indicação para a vaga de um candidato que tenha propostas políticas e um histórico semelhantes aos de Marina transforme o eventual palanque da senadora em "monotemático". "Há o risco de uma candidatura nessa direção virar uma armadilha. Pode virar uma candidatura monotemática, apenas em defesa da sustentabilidade", afirmou o vereador.

"Pensamos na hipótese de empresários. É um antídoto contra uma armadilha", acrescentou. Assim como a senadora do PV, Heloísa foi filiada ao PT e compartilha com Marina propostas muito semelhantes no âmbito social.

Ainda de acordo com Penna, o partido já sonda alguns nomes de empresários que poderiam ocupar o cargo de vice em uma eventual chapa com a senadora rumo às eleições de 2010. Os principais nomes, de acordo com o presidente do PV, são o empresário Guilherme Leal, um dos controladores da Natura, o executivo Roberto Klabin, diretor da Klabin e presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, e o empresário Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos. Os três se filiaram à legenda em outubro e não refutam a possibilidade de disputar a vaga.

Nos bastidores, lideranças do PV apostam as fichas no nome de Guilherme Leal, executivo respeitado no mercado, amigo de Marina Silva e com trânsito livre entre os principais empresários do País. De acordo com correligionários de Penna, a estratégia do partido é a mesma adotada pelo PT em 2002, que, para arrefecer as críticas contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, escolheu o empresário José Alencar como vice da chapa petista. "É a mesma coisa que fez o PT. É uma escolha para acalmar o mercado e angariar o apoio de empresários", confidenciou uma liderança verde.

Pesquisas

O presidente nacional do PV informou ainda que a expectativa da legenda é que Marina chegue aos 10% nas pesquisas de intenções de voto até o fim deste ano. No último levantamento CNT/Sensus, divulgado no dia 23, a senadora ficou com 5,9% das intenções de voto em um cenário com as participações de José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB). Na edição anterior da mesma pesquisa, Marina, em cenário semelhante e com o nome de Heloisa, tinha 4,8% das intenções de votos.

De acordo com Penna, o tímido crescimento de Marina nas pesquisas não ameaça a sua provável candidatura à sucessão no Palácio do Planalto em 2010. O presidente do PV ressaltou que a previsão de 10% é "realista". Segundo ele, Marina deve crescer nas pesquisas com uma eventual aliança PV-PSOL e com a popularização de sua pré-candidatura.

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