O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) indicou que o campeão de boxe Arturo Gatti foi suspenso e enforcado, o que abre a possibilidade de que ele tenha cometido suicídio ou sido vítima de acidente. Mas a perícia não exclui a possibilidade de assassinato.

"Na literatura consta que a causa jurídica da morte consequente à asfixia por enforcamento muito frequentemente tem natureza suicida, mas pode ser de origem acidental ou homicida", diz o laudo assinado pela perita Luciana Maria Queiroz de Oliveira Borges.

Apontada pela polícia como a principal suspeita do crime, a mulher do pugilista, Amanda Carine Barbosa Rodrigues, de 23 anos, está presa desde o dia 12, dia seguinte à morte, no presídio feminino Bom Pastor. Ela foi autuada em flagrante por homicídio qualificado. A polícia acredita que Amanda matou o marido por asfixia em um momento em que ele estaria embriagado. Eles estavam em um flat duplex na praia de Porto de Galinhas, com o filho de dez meses, para passar férias.

O pedido de relaxamento da prisão, feito na quarta-feira pelo seu advogado Célio Avelino, foi negado pela juíza de Ipojuca, Ildete Veríssimo, apesar de parecer favorável do Ministério Público. Para Avelino, que defende a tese de suicídio, "o laudo muda tudo", na medida em que descarta morte por estrangulamento. "Se ele foi enforcado, seu corpo ficou suspenso e Amanda não teria força para suspender o marido, que era pesado", afirmou ele.

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