Público de eventos dos CEUs cai 42% na gestão Kassab

A quantidade de pessoas que foi aos eventos musicais, cinema, peças de teatro e outras atividades culturais nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo diminuiu 42% na gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) se comparada à frequência ao longo da administração de Marta Suplicy (PT). A queda de espectadores ocorreu apesar da ampliação da rede - de 21 para 42 unidades.

Agência Estado |

Entre 2003 e 2004, quando Marta era prefeita, o público em eventos culturais nos 21 CEUs era em média de 165 mil pessoas por mês.

Entre agosto e dezembro do ano passado, período escolhido pela assessoria da gestão Kassab, a média numa rede que na época tinha 32 CEUs diminuiu para 96,4 mil. Os dados de público nas atividades culturais durante a administração de Marta Suplicy foram feitos em 2004 e entregues para a equipe de transição que viria a assumir a Secretaria de Cultura na administração de José Serra (PSDB). Os dados atuais são da Secretaria Municipal da Educação. A diminuição na grade da programação cultural entre as duas gestões é uma das causas da redução de público.

“É difícil comparar os dados porque não existe na Secretaria de Educação registro da frequência dos CEUs durante a administração petista. Outro fato importante a ser lembrado é que, quando assumimos, tivemos protestos de pessoas que trabalhavam em atividades culturais e que não recebiam havia meses. Mas o fundamental é comemorar que o projeto está sendo realizado e foi ampliado durante a atual gestão”, defende o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider.

Pensados para atender estudantes e familiares, dinamizando a cultura em bairros com poucas opções de lazer, os CEUs correm o risco de virar “escolões”, dizem os críticos. “Um prédio grande e lindo não funciona sozinho. Tem de ter gente com projeto trabalhando nele. Não adianta ter o hardware sem o software ”, diz Mirca Bonano, coordenadora cultural na gestão petista. Celso Santiago, responsável pelos CEUs na Secretaria da Educação, diz que a atual administração busca contato mais próximo com a comunidade para saber os eventos que ela quer nas escolas. “Estamos descobrindo o gosto e as preferências das populações de cada região. A intenção é avançar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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