Se antes as empresas corriam atrás de músicos e intérpretes para atrelar suas marcas ao glamour que eles poderiam sugerir aos consumidores - promovendo até polêmicas como quando Tom Jobim cedeu os direitos de Águas de Março para a Coca-Cola -, agora são os próprios artistas que buscam atrelar seus trabalhos à publicidade para garantir receita e projetar trabalhos, inaugurando uma nova fase na contratação de trilhas sonoras na propaganda. Diante de um mercado em que a venda de CDs despencou com a facilidade dos downloads pela internet, virou questão de sobrevivência encontrar formas de garantir ganhos.

Associar músicas às marcas é um recurso cada vez mais utilizado. Cresce o número de músicos que assinam contratos de licenciamento antes mesmo de entrar nos estúdios para gravar os novos trabalhos.

O poder da estratégia fica bem dimensionado em casos como o da cantora e compositora franco-israelita Yaël Naïm. Na estrada há tempos, ela sentiu o sabor do reconhecimento global após ter cedido a canção New Soul para o comercial de lançamento do laptop da Apple, MacBook Air. Detalhe: no disco que abriu as portas a turnês lotadas, Yaël canta em hebraico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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