Publicidade do Brasil já soma 37 Leões em Cannes

CANNES ¿ O Brasil recupera este ano o bom desempenho que sempre marcou a sua participação no Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Recebeu ontem mais 24 troféus.

Agência Estado |

Com isso, o País já soma 37 Leões. Superou com folga o ano passado, quando obteve 30 Leões. E ainda faltam duas categorias, a de filmes e a de campanhas integradas, que competem em Titanium & Integrated.

A melhor atuação da propaganda brasileira se deu em anúncios impressos, com destaque para o primeiro Leão de Ouro, ganho pela agência AlmapBBDO. Em Cyber, que premia as campanhas feitas para a internet, o Brasil teve sete conquistas, e recebeu ainda mais três prêmios na estreante categoria Design.

Marcello Serpa, diretor e sócio da AlmapBBDO, não escondeu a satisfação pela premiação recorde já obtida por sua agência. Dos 37 Leões ganhos pelo Brasil até agora, 11 são dela, incluindo o único ouro. O Brasil está com um desempenho genial, disse. E isso é muito bom, porque a propaganda brasileira tem sido muito criticada, mas está entre as quatro ou cinco melhores do mundo. O Festival está ainda mais competitivo. Basta ver quantos bons trabalhos de países como Catar, Tailândia e Malásia foram premiados este ano. E, mesmo assim, o Brasil ganha. Precisamos parar com esse complexo de inferioridade.

Design - Na estréia da categoria Design no Festival, o Brasil não fez feio. Apesar de ter classificado para a final apenas cinco casos, dos 48 inscritos, acabou ficando com três Leões, sendo dois de prata, para a F/Nazca Saatchi & Saatchi e a Indústria Nacional & Dialogo Design, e um bronze, para a Leo Burnett.

O Grand Prix ficou para a Coca-Cola, pelo trabalho de enxugamento de todo o tipo de penduricalho que havia no design da marca. Ficou essencial, praticamente o vermelho e branco que remete à marca, diz Fred Gelli, da Tátil Design e representante brasileiro no júri. Batalhei pela inclusão de critérios que valorizem o respeito ao impacto no meio ambiente e fui ouvido. No caso, o júri acabou por concordar em desclassificar uma embalagem criada para a Motorola que, do ponto de vista ecológico, era um desastre.

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