PT-SP discute sucessão estadual com Ciro amanhã

O grupo de dirigentes de partidos de oposição em São Paulo, liderado pelo PT, se reunirá com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) para tratar da sucessão do governo do Estado de São Paulo. O encontro será amanhã no diretório nacional do PSB em Brasília, às 9 horas.

Agência Estado |

A reunião tinha sido inicialmente marcada para a quinta-feira passada, mas o parlamentar pediu adiamento.

Além de representantes do PSB e do PT, participam do encontro PDT, PCdoB, PTC, PRB, PSC e PTN. De acordo com Edinho Silva, presidente do diretório paulista do PT, a base da oposição ao governo tucano inclui também o PPL (Partido Pátria Livre), surgido do MR8 e ainda sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). PHS e PR também negociam a adesão ao grupo.

"(Ciro) terá respaldo político inédito em São Paulo caso decida ser candidato ao governo", disse, referindo-se à coalizão de 11 partidos. "Eu não me assusto com as pesquisas qualitativas (que apontam candidatos do PSDB favoritos em São Paulo). Temos todas as condições de ganhar o governo e vamos expor isso ao Ciro", disse Edinho.

O deputado federal Márcio França, presidente do PSB paulista, avaliou que Ciro decidirá apenas em meados de março sobre o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que troque a disputa presidencial pela corrida ao Palácio dos Bandeirantes em outubro. Lula e Ciro devem se encontrar em 15 de março, data que poderá ser antecipada por pressões do comando petista.

O PT tem pressa em definir um nome para concorrer à sucessão do governador José Serra (PSDB) e aumentar suas chances no pleito estadual. A demora reduz o tempo do partido para promover um eventual candidato junto ao eleitorado. Enquanto não há a definição dos nomes, a Executiva Estadual do PT busca uma liderança para encabeçar a futura chapa ao governo com as sabatinas aos pré-candidatos a governador do partido.

Já foram ouvidos o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o ministro da Educação, Fernando Haddad, os deputados federais Antonio Palocci e Arlindo Chinaglia. Exceto Palocci, que abdicou da candidatura, todos mantiveram a intenção de disputar o governo paulista. Outros nomes do PT são a ex-prefeita paulistana e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy e o senador Eduardo Suplicy.

Mas a pressão política dentro do PT, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recai sobre o senador Aloizio Mercadante. Enquanto o parlamentar tenta a reeleição ao Senado, o partido o pressiona para que dispute novamente o governo paulista. Em 2006, Mercadante ficou em segundo lugar na eleição vencida por José Serra (PSDB) no primeiro turno.

Quanto ao PSB, na ausência de Ciro na disputa da sucessão paulista, o partido tem o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pleiteando a vaga.

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