O PT de São Paulo deverá definir até o início de abril o candidato que irá disputar a sucessão ao governo do Estado, seja da própria legenda ou de partidos aliados, como o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP). A definição do prazo foi tomada depois de Ciro sinalizar, na semana passada, que poderá abdicar da candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo paulista.

Com isso, ficou estabelecido um encontro em meados deste mês para avaliar o cenário eleitoral e uma reunião no começo de abril para definir a candidatura. "A partir daí, queremos organizar um encontro dos partidos que formarão a coligação e até o final de abril fazer um encontro estadual para ratificar o nome dentro do PT", informou Edinho Silva, presidente estadual do PT.

De acordo com Edinho, tanto o PT quanto Ciro têm pressa por uma definição, pois entendem que será difícil derrotar o PSDB, que está há 15 anos no governo de São Paulo. "O PT e o Ciro entendem que não podemos protelar muito, pois sabemos da força do PSDB, que está enraizada no Estado" disse Edinho. "Se, por um lado, o tempo é nosso aliado para rodar o Estado inteiro, também pode nos prejudicar caso haja demora na escolha do nome", complementou.

Caso Ciro e o PSB definam pela candidatura à Presidência da República, o PT terá de correr contra o tempo para definir o nome do candidato a governador. O nome do senador paulista Aloizio Mercadante, que pleiteia a reeleição, é defendido por alguns membros do partido, dentre eles o próprio presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Outros nomes que já demonstraram interesse em disputar a sucessão do governador José Serra são, entre outros: o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o deputado federal Arlindo Chinaglia, a ex-prefeita paulistana e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy e o senador Eduardo Suplicy.

Além de caminharem juntos em São Paulo, PT e PSB articulam ainda a formação de uma ampla coalizão partidária. As duas legendas já fizeram reuniões com PDT, PCdoB, PTC, PRB, PSC e PTN. A frente de oposição pode ter ainda PHS e PR, que também negociam a adesão ao grupo.

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