PT responsabiliza Cabral pela derrota nos royalties

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, condenou a ameaça do governo do Rio de paralisar as obras do PAC no Estado, em retaliação à aprovação, pela Câmara, do projeto que redistribui os recursos dos royalties do petróleo entre todos os municipios da federação. É uma loucura atribuir ao governo e à ministra Dilma a responsabilidade pelo que ocorreu, disse Dutra.

Andréia Sadi, iG Brasília |

O presidente do PT diz que o próprio governador do Rio, Sérgio Cabral, tem sua responsabilidade pelo clima e animosidade no Congresso, que foi, segundo ele, o que levou a aprovação do projeto.

"Acho que o Cabral, da outra vez, no ano passado, acabou acirrando este clima de beligerância e foi pouco habilidoso quando disse que o Estado do Rio estava sendo roubado. Aí criou essa divisão. No mínimo, o Cabral não deveria ter chegado dando entrevista naquele tom do ano passado, acabou inflando os ânimos."

Também integrante da cúpula nacional do PT, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), reagiu de maneira mais dura:
"Essa decisão não terá repercussão no palanque da Dilma no Rio. O presidente Lula tem mais voto que o Cabral até mesmo no Estado do Rio. E o grande cabo eleitoral da Dilma é o presidente da República, não o Cabral. Se o governador quiser parar as obras do PAC, é uma questão administrativa dele no governo do Rio."

Para José Eduardo Dutra, a Câmara tomou uma decisão irracional. "E essas decisões irracionais são uma somatória de coisas. Especialmente, o período pré-eleitoral, com todo mundo defendendo o seu. Cada deputado olhando para o seu eleitorado".

Apesar de tudo, Dutra e Vaccarezza acham que o problema será solucionado. "O governador do Rio tem que ter calma, pois não tem nada decidido ainda. Se ele for por esse caminho, vai acabar atrapalhando as discussões", diz Vaccarezza.

Já o presidente nacional do PT afirma que o presidente Lula vai vetar o projeto, caso ele não seja derrubado no Senado.

"A posição do presidente Lula sempre foi muito clara, em defesa do acordo.  O governo avalia que o texto, como foi aprovado, é inconstitucional. O presidente vai vetá-lo", anunciou o petista.

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