SÃO PAULO - O coordenador da campanha de Marta Suplicy (PT) à Prefeitura de São Paulo, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), refutou as acusações do governador José Serra (PSDB), de que haveria motivações eleitorais por trás do confronto entre policiais civis em greve e a Polícia Militar.

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"Não tem nenhuma participação nem da nossa campanha e nem do Partido dos Trabalhadores neste movimento. É um movimento sindical", disse Zarattini.

Ele enfatizou que a campanha salarial dos policiais civis já dura mais de um mês e a eclosão do confronto nesta quinta-feira, dez dias antes do segundo turno, não tem relação com a eleição. "É um movimento sindical", repetiu.

"Isso foi claramente articulado, instrumentalizado, com essa perspectiva político-eleitoral", acusou o governador, citando o PT, a Força Sindical e seu presidente, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho. "Tem manipulação política", disse, durante entrevista para o programa "Brasil Urgente", da Rede Bandeirantes.

Serra apóia o candidato do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab, que está 12 pontos porcentuais à frente da adversária do PT, Marta Suplicy, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem.

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