PT rechaça PMDB como cabeça de chapa em 2010

O PT reagiu mal à movimentação do PMDB para lançar candidato próprio à presidência da República, em 2010, ou no mínimo participar diretamente da escolha do nome que irá disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Doze horas depois do jantar no Palácio da Alvorada, em que a cúpula do PMDB apresentou a Lula os números que traduzem o cacife político obtido nas urnas, o PT avisou que não abre mão de indicar um petista para o Planalto.

Agência Estado |

"O presidente Lula continua querendo o PMDB na aliança em 2010. Mas não como cabeça de chapa. Aí é demais", protestou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

"Agora, sonhar não custa nada. Quando a mosca azul pica é o caminho para fazer bobagem", ironizou. O problema é que a advertência do PMDB ao PT, de que não aceitará papel de "coadjuvante" na sucessão de Lula provocou uma reação em cadeia na base governista. Os outros partidos aliados que também cresceram na disputa municipal, aproveitaram a "deixa" dos peemedebistas para avisar que não ficarão "a reboque" do PT em 2010.

"O PMDB está certo e PSB também não quer ser coadjuvante na sucessão presidencial", disse o líder socialista no Senado, Renato Casagrande (ES), ao lembrar que seu partido é o único da base aliada que já apresentou um nome para a cadeira de Lula. Referiu-se ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE) que, embora tenha fracassado no projeto de eleger sua ex-mulher e senadora Patrícia Sabóia (PDT-CE) prefeita de Fortaleza, também está no páreo.

"Se o presidente Lula não tivesse tanta popularidade, seria impossível administrar essa base de 14 partidos", avaliou ontem o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Ele entende que a disputa pelas prefeituras é a "pior eleição para o governo" porque, além de o Planalto ter de administrar os aliados que voltam fortalecidos pelos votos conquistados, ainda tem que lidar com os derrotados, que retornam a Brasília cheios de mágoas e dívidas de campanha para pagar. De fato, nem o PTB de Múcio escapa à regra dos "governistas que voltam vitaminados pelas urnas", ávidos por demonstrar a nova força ao governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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