PT quer disputa plebiscitária também em São Paulo

Embora ainda não tenha definido nem sequer se terá candidato próprio ou se apoiará Ciro Gomes (PSB) para o governo de São Paulo, o PT paulista já esboçou a estratégia para a disputa estadual. A ideia é repetir em São Paulo a tática nacional de focar o passado e explorar supostas falhas dos sucessivos governos tucanos no Estado.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O prefeito de Osasco, Emídio de Souza, liderança emergente do PT paulista e pré-candidato ao governo, disse que a campanha estadual deve ser polarizada entre PT e PSDB, a exemplo da disputa nacional. A campanha em São Paulo, assim como a nacional, será polarizada entre PT e PSDB. Aqui também vamos explorar o que eles deixaram de fazer nestes 15 anos. O resultado nas áreas chave (saúde, educação e segurança), pelo tempo decorrido, é pífio, avalia Emídio. O candidato do PT tem que ser o portador dessa mensagem.

No plano nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende transformar a campanha para comparar seu governo com o de Fernando Henrique Cardoso.

A estratégia paulista conta com o aval da direção nacional. Ao explorar as carências do Estado depois de 15 anos de sucessivos governos do PSDB o PT espera minar o discurso do pré-candidato tucano, José Serra, em sua própria base, além de alavancar a candidatura petista.

É um governo sem marca, desgastado. Não tem como fugirmos dessa comparação, disse o secretário de Relações Internacionais do PT paulista, Luiz Turco.

Um dos principais pontos a ser explorado é o aumento dos índices de violência registrado no ano passado. Além disso, o PT deve usar temas como o acidente da Linha Amarela do Metrô, que deixou sete mortos em janeiro de 2007, e a construção do Rodoanel Mário Covas, que depois de nove anos não chegou à metade e é alvo de suspeitas de irregularidades, para contestar uma das principais bandeiras eleitorais do PSDB, a capacidade de gestão.

Indefinição

Enquanto isso, o PT continua em suspense quanto à escolha do candidato. Na semana passada o presidente estadual do partido, Edinho Silva, disse que se reuniria ainda nesta semana com Ciro e o presidente estadual do PSB, Márcio França, para cobrar uma resposta definitiva do deputado sobre a disputa paulista. A reunião foi adiada para o final de fevereiro.

Caso Ciro desista definitivamente de se candidatar ao governo paulista, como tem dito, o nome preferido do PT é o do senador Aloizio Mercadante, que prefere disputar a reeleição do que o governo. Se Mercadante resistir à pressão, é grande a chance de uma prévia entre Emídio e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

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