BRASÍLIA - Confiantes de que o governador Aécio Neves não conseguirá se viabilizar como candidato à Presidência pelo PSDB em 2010, petistas incumbidos de capitanear em Minas Gerais a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já definem estratégias para aproveitar o eventual vácuo deixado pelo tucano no segundo maior colégio eleitoral do País.

Uma das estratégias é popularizar o fato de Dilma ter nascido no Estado e aproveitar o suposto clamor pela volta de um mineiro ao Planalto. A petista fez carreira política no Rio Grande do Sul, mas é de Belo Horizonte.

Desde que assumiu o Palácio da Liberdade, em janeiro de 2003, Aécio insistiu na retórica pelo fim da hegemonia de políticos oriundos de São Paulo na Presidência. Com índices altíssimos de popularidade, o governador não perde a oportunidade de citar o ex-presidente Juscelino Kubitschek e o próprio avô, Tancredo Neves, como forma de disseminar a ideia da importância de Minas para a desconcentração do poder político.

O presidente do PT no Estado, deputado Reginaldo Lopes, acredita que o marketing de Aécio pode funcionar em favor de Dilma. Evidentemente nós vamos popularizar essa questão de que ela é mineira.

A ministra passou a infância e adolescência em Belo Horizonte. Aos 20 anos, estudante de economia, entrou para a Política Operária (Polop), organização de extrema esquerda que deu origem a vários grupos clandestinos de oposição ao regime militar.

Teve de se refugiar no Rio de janeiro, onde ingressou na organização marxista-leninista Comando de Libertação Nacional (Colina). Ficou presa em São Paulo entre 1970 e 1973. Libertada, mudou-se para Rio Grande do Sul, onde exerceu cargos em administrações do PDT. Não voltou a morar na terra natal.

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