PT pode ter prévias inéditas para definir candidatos ao Senado

A redução do espaço para candidatos petistas nos estados, uma das consequências da estratégia adotada pelo partido de priorizar oa aliados da pré-candidata Dilma Rousseff, causou um problema até então inédito no PT. Em pelo menos três estados o partido pode ter prévias para definir o candidato ao Senado. A questão será decidida sexta-feira na primeira reunião do novo diretório nacional do partido.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

No Rio de Janeiro, a disputa é entre a secretária estadual de Assistência Social, Benedita da Silva, e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindbergh Farias. Em Pernambuco, pleiteiam a vaga petista o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, e o ex-prefeito de Recife, João Paulo. O deputado Carlos Abicalil e a senadora Serys Slhessarenko brigam pela vaga em Mato Grosso.

Em 30 anos de história os petistas se acostumaram a escolher por meio de prévias seus candidatos a prefeito, governador e até presidente. Em alguns casos o processo foi traumático e levou a derrotas eleitorais. Até hoje, no entanto, o partido nunca realizou prévias para escolher candidatos ao Senado.

"A cultura até então no PT era de lançar candidatos para tudo quanto é cargo. Agora, com as alianças, os espaço é menor", disse o deputado Luiz Sérgio, presidente do diretório regional do Rio de Janeiro.

Para ele, a disputa interna por vagas na eleição para o Senado é reflexo direto da política de alianças que privilegia a eleição de Dilma em detrimento dos interesses estaduais. "Em todos os estados onde há esta disputa para o Senado o PT não terá candidato próprio. Isso afunila o espaço para a disputa", avalia Luiz Sérgio.

O diretório nacional do PT não comenta o assunto antes de tomar uma decisão. A dúvida foi provocada por Benedita. Ela fez uma consulta à direção nacional com base em um artigo do estatuto petista que prevê a realização de prévias em caso de impasse na disputa interna para cargos majoritários. Em conversas reservadas, dirigentes petistas dizem que as prévias são o pior caminho. O mais provável é que o PT delegue a decisão aos encontros estaduais, previstos para março.

"Há um entendimebnto geral de que a Dilma está crescendo. Voltarmos para a briga interna a esta altura é uma loucura", disse Lindbergh.

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