PT pede e Sarney recusa afastamento do cargo

BRASÍLIA (Reuters) - A bancada do PT sugeriu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), nesta quarta-feira, que se afaste do cargo enquanto durassem as investigações sobre os escândalos da Casa e pelo período em que uma comissão debatesse medidas para uma reforma da instituição. Sarney recusou a proposta e a legenda passou a defender que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe das conversas sobre o destino do Senado. Sarney se mostrou favorável à criação de uma comissão que estude mudanças administrativas para a Casa.

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"Se essa solução não foi acolhida (afastamento), então vamos buscar outras soluções efetivas para o Senado a partir deste fato", disse o líder da bancada, senador Aloizio Mercadante (SP), após reunião dos senadores do partido.

Depois de DEM, PSDB e PDT exigirem a licença de Sarney, havia grande expectativa na posição do PT. O PR aprovou nesta tarde apoio ao presidente do Senado, assim como seu partido, o PMDB, havia feito na terça.

Sarney, que na terça-feira não compareceu ao Senado, presidiu nesta quarta sessão do plenário que prestou homenagem ao médico e deputado federal José Aristodemo Pinotti, morto nesta madrugada aos 74 anos de câncer.

Estima-se que a decisão de Sarney saia após conversa com Lula, que chega nesta noite de viagem ao exterior.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari)

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