PT paulista quer CPIs da Operação Parasitas e da CDHU

A bancada do PT está em busca de assinaturas na Assembléia Legislativa de São Paulo para protocolar dois pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A primeira é para investigar as denúncias de fraude e superfaturamento em hospitais estaduais, na esteira das investigações da Operação Parasitas.

Agência Estado |

O PT quer também apurar as denúncias de superfaturamento na Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), que envolvem o filho do ex-governador paulista Mário Covas (PSDB), Mário Covas Neto.

"É dever constitucional dos deputados fiscalizar o Poder Executivo e, diante das graves denúncias de desvios de recursos públicos, divulgados pela imprensa nas últimas semanas que envolvem duas pastas tão importantes - Saúde e Habitação -, a bancada do PT quer a investigação e a apuração de todos os fatos", afirmou o líder da bancada do PT na Assembléia, deputado estadual Roberto Felício. A aprovação das CPIs deve, mais uma vez, esbarrar na ampla maioria que a base governista tem na Casa.

A Operação Parasitas foi deflagrada pela Polícia Civil no final de outubro, como resultado das investigações do esquema de fraudes em licitações em hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Cinco pessoas foram presas no episódio, acusadas de pertencer à quadrilha responsável por fraudes em licitações nos principais hospitais públicos no Estado, como o Dante Pazzanese, Pérola Byington e Ipiranga. Estima-se que o esquema tenha faturado R$ 100 milhões nos últimos dois anos. Na semana passada, o cardiologista Leopoldo Soares Piegas foi afastado da direção técnica do departamento de saúde do Dante Pazzanese, por conta das investigações.

O PT também quer uma CPI na Assembléia para apurar as denúncias de superfaturamento da CDHU que envolvem o filho de Mário Covas, Mário Covas Neto, o "Zuzinha". Ele foi citado pelo Ministério Público em investigação sobre suposto superfaturamento de R$ 37,7 milhões em contratos firmados em 1996 pela CDHU com empresas de segurança e teve o sigilo quebrado em 4 de setembro pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos, decisão que foi posteriormente revogada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

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