PT organiza segunda fase da campanha de Dilma

A direção nacional do PT extinguiu a equipe que, nos últimos seis meses, cuidou da pré-campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência. A partir de fevereiro, quando toma posse a nova direção petista eleita em novembro do ano passado, a pré-campanha ficará a cargo de um grupo formado por integrantes da executiva nacional do partido e um ou dois indicados pela ministra e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até lá, eventuais problemas serão resolvidos pelo atual presidente, Ricardo Berzoini, e pelo presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra. A equipe definitiva será escolhida entre o final de março e começo de abril.

Ricardo Galhardo, enviado a Belo Horizonte |

A coordenação de pré-campanha de Dilma se reuniu pela última vez na noite de terça-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília. Participaram da reunião o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, o deputado Antonio Palocci, Dutra e a ministra, que discutiram até o início da madrugada de quarta-feira formas de blindar Dilma da crise causada pelo Plano Nacional de Direitos Humanos e soluções para os palanques de Dilma em Minas Gerais e São Paulo, onde existem divergências entre lideranças de partidos aliados e o PT.

Berzoini e os ex-prefeitos petistas do Recife João Paulo Lima e Silva e São Paulo Marta Suplicy também compuseram o grupo.

A avaliação da direção petista é que a equipe de pré-campanha cumpriu seus objetivos e, por isso, não tem mais razão para existir. O mais difícil foi aplacar a sanha dos petistas contrários à candidatura de Dilma, principalmente depois do anúncio de que a ministra sofria de câncer linfático.

Além disso a equipe ajudou a elaborar a agenda política de Dilma, aproximar a ministra do partido em Estados onde ela tinha pouco trânsito, como São Paulo, e retomar o diálogo da pré-candidata com o partido depois da fase de convalecência da doença.

"Já está encerrada uma fase dos elementos estruturais da campanha", disse um dirigente nacional do PT.

A composição da equipe definitiva vai depender dos arranjos eleitorais nos Estados. Palocci e Pimentel, por exemplo, são cotados para disputar os governos de São Paulo e Minas Gerais. A disputa por uma vaga na coordenação de campanha de Dilma promete ser dura, pois representa o passaporte para um eventual governo da ministra.

Em 2002, José Dirceu foi o coordenador geral e Palocci o responsável pelo programa de governo. Os dois acabaram ocupando os principais ministérios (Casa Civil e Fazenda). Por enquanto, o único nome dado como certo é o do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, como coordenador do programa de governo.

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