Delegados de 11 diretórios estaduais do PT levaram um susto ao tentar fazer o credenciamento no 4º Congresso do partido, realizado no Centro de Convenções Ullysses Guimarães em Brasília desde quinta-feira. Eles não foram autorizados a fazer o credenciamento porque essas representações estaduais não haviam repassado a taxa anual de contribuição dos filiados ao diretório nacional.

Todos os anos, os filiados ao PT em cada Estado pagam uma taxa de R$ 15 aos diretórios estaduais do partido. Desse total, cada representação precisa repassar 25% ao Diretório Nacional. Segundo cálculo do secretário Nacional de Finanças do PT, Paulo Adalberto Ferreira, R$ 1,9 milhão deveria ter chegado aos cofres da tesouraria da entidade nacional em 2009. Até esta quinta-feira, faltavam R$ 500 mil nessa conta.

Por isso, os delegados dos Estados em dívida com o Diretório Nacional foram impedidos de se credenciar no evento até que as representações estaduais quitassem o débito. Sem revelar quais eram os Estados em atraso, o tesoureiro do PT garantiu que todos firmaram acordos ou acertaram os pagamentos ainda ontem. Isso já passou, está tudo certo com eles já, afirma Paulo Ferreira.

Pelos corredores, alguns delegados reclamaram do constrangimento. Representantes da Bahia disseram ter sido impedidos de se cadastrar na manhã de quinta-feira por conta nesse atraso do repasse. Eu paguei minha contribuição ano passado e eles não repassaram. É um mico para a Bahia, protestou um delegado que não se identificou. Já a organização do diretório alega que a inscrição foi barrada porque faltava apresentar um documento.

Paulo Ferreira admite que a situação financeira dos diretórios estaduais é crítica. Ele conta que há muitas representações estaduais e municipais bastante endividadas. O tesoureiro não soube informar o montante das dívidas.

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