PT mantém posição dúbia sobre Sarney e propõe lei administrativa

Brasília (Reuters) - Senhor do futuro de José Sarney (PMDB-AP) à frente da presidência do Senado, o PT manteve nesta quarta-feira a posição dúbia da semana passada: nem declarou apoio ao peemedebista, mas também não o abandonou. PSDB e DEM pediram a licença de Sarney por conta da crise. O fato do PT não se somar à oposição já dá sustentação política a Sarney. passada: nem declarou apoio ao peemedebista, mas também não o abandonou. Senado, manteve sua posição: a de sugerir que, num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações, o senador José Sarney se licenciasse temporariamente, disse a bancada em nota oficial.

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"Admite, no entanto, como o fez a maioria dos partidos da casa, que a licença é uma decisão a ser tomada pelo senador."

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve de atuar para evitar que o PT pedisse formalmente o afastamento do aliado do cargo. A posição da bancada após a reunião com Lula na semana passada para tratar do assunto não se alterou.

Desde então, petistas ligadas ao Planalto ainda tentaram convencer a bancada a declarar apoio formal a Sarney. Por outro lado, alguns de seus expoentes, como Marina Silva e Tião Viana, ambos do Acre, abriram fogo contra o peemedebista por meio da mídia, o que evidencia a divisão da bancada sobre o tema.

A oposição não tem maioria para pressionar pela saída de Sarney e só conseguiria esse fim com o apoio oficial dos petistas. Ao contrário da semana passada, é cada vez mais fraca a hipótese de Sarney deixar o comando da Casa.

No comunicado do partido, o PT sugeriu uma comissão suprapartidária para tratar de uma reforma administrativa no Senado e sugeriu uma projeto de lei de responsabilidade administrativa e financeira do Parlamento.

"A comissão não tem competência concorrente à Mesa Diretora do Senado", disse o líder do PT, senador Aloízio Mercadante (SP).

A bancada propôs ainda a redução progressiva de até 60 por cento do teto com despesas de pessoal e a extinção de algumas estruturas do Legislativo. Propôs ainda a diminuição do poder da primeira secretaria, espécie de prefeitura do Senado, responsável por todos os contratos e ações administrativas do Senado.

(Reportagem de Natuza Nery; edição de Alexandre Caverni)

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